Já é de conhecimento geral que uma boa noite de sono é essencial para o corpo humano. Dormir bem faz com que a nossa pele fique mais saudável, que o rendimento escolar ou profissional seja superior no dia seguinte, e até existem estudos que comprovam que uma quantidade satisfatória de horas de sono pode fazer maravilhas pelo organismo e por uma manutenção de um peso saudável.

Agora, e de acordo com informações de um estudo norte-americano divulgado a 2 de outubro, dormir pouco pode contribuir para uma morte prematura. Segundo a investigação publicada no “Journal of the American Heart Association”, dormir menos de seis horas por noite pode ser sinónimo de morte para adultos de meia-idade que sofram de alta tensão arterial, diabetes tipo II, doenças cardíacas ou que já tenham passado por um AVC (acidente vascular-cerebral).

A falta de sono pode dobrar, ou mesmo triplicar, o risco de morrer de doença cardíaca ou cancro, sugere o estudo, que analisou o sono de cerca de 1.600 pessoas com idades compreendidas entre os 20 e os 74 anos  durante os anos 90, em laboratório, e acompanhou os participantes da amostra até ao final de 2016.

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Os cientistas descobriram que, das 512 pessoas que morreram nesse período, um terço perdeu a vida na sequência de uma doença cardíaca ou AVC, e um quarto morreu vítima de cancro. Segundo os resultados da mesma investigação, os elementos da amostra com problemas cardíacos ou que tenham passado por um AVC tinham três vezes mais probabilidades de vir a morrer de cancro.

Julio Fernandez-Mendoza, professor universitário de medicina e autor principal do estudo, afirmou que a investigação sugere que “alcançar níveis normais de sono pode ser uma medida preventiva para pessoas com sérios problemas de saúde”.

No entanto, o especialista deixou claro que é necessária mais pesquisa antes de afirmar que “melhorar a qualidade do sono através de terapias médicas ou comportamentais pode reduzir o risco de uma morte prematura”.