Turismo

Umbul Ponggok: o local turístico na Indonésia onde todos querem tirar uma foto

É uma lagoa, mas tem muito mais do que peixes: há acessórios para os turistas tirarem fotografias, e até equipamento de mergulho. Veja as fotos tiradas por turistas.

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As medidas desta lagoa na Indonésia são de 70 por 40 metros

Presiden Joko Widodo/Facebook

As medidas desta lagoa na Indonésia são de 70 por 40 metros

Presiden Joko Widodo/Facebook

Nem parece que Umbul Ponggok, uma pequena lagoa em Klaten, na Indonésia, já teve em tempos uma água suja e poluída, usada somente pela população local para tomar banho e lavar a roupa.

É que agora, esta lagoa, de 70 por 40 metros, tornou-se um dos sítios mais “instagramáveis” da região, de acordo com o jornal britânico “Daily Mail“. Por menos de 1€, os turistas podem mergulhar e levar consigo câmaras subaquáticas para fotografar debaixo de água. Quem quiser, pode também pagar a um fotógrafo de mergulho para tirar as fotos.

Lá em baixo não há só peixes e rochas. Há televisões, bicicletas, motas e tudo o que é necessário para uma fotografia diferente e divertida. Esta lagoa até já tem uma conta de Instagram, com mais de 40 mil seguidores, onde são partilhadas as fotos de vários turistas debaixo de água.

A atividade tornou-se num ponto turístico tão importante, que agora até é possível fazer mergulho e snorkling (prática que envolve um tubo de respiração, em vez das garrafas de oxigénio usadas no mergulho).

Quem também já é fã deste local é o presidente da Indonésia, Joko Widodo, que publicou no Facebook a fotografia de um jovem em cima de uma mota na lagoa Umbul Ponggok, acompanhada de uma descrição na qual convida os habitantes de aldeias vizinhas a visitar a lagoa.

Presidente Joko Widodo

Joko Widodo/Facebook

“Convido outras aldeias com potencial semelhante a aprender e a imitar o que a vila de Ponggok está a fazer. Chegou a hora de o governo pensar no poder económico das vilas”, refere Widodo na descrição do Facebook.

A exploração do potencial de Umbul Ponggok foi impulsionado por Junaedi Mulyono, eleito chefe da vila em 2006. Nesta altura percebeu que a lagoa podia ser limpa, já que tem água de 40 fontes naturais a correr no caudal.

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“Inicialmente muitos moradores resistiram no investimento, mas depois de ver o desenvolvimento da lagoa, mudaram de ideias”, revelou Mulyono ao jornal “South China Morning Post“.

O projeto acabou então por avançar: os moradores investiram na limpeza da lagoa, transformaram-na numa atração turística e hoje muitos moradores locais conseguem tirar proveito da atividade turística, vendendo souvenirs, roupas e comida.

“Era dona de casa, mas o meu marido estava doente e precisava de descansar, então tornei-me vendedora de pão. Estou grata por ter dinheiro para cobrir as minhas necessidades e as da minha família”, confessa ao jornal asiático Sisminarti, uma senhora que vive perto da lagoa e passou a vender roupa e comida depois do desenvolvimento do turismo na lagoa.

Veja o sucesso que a lagoa faz no Instagram.

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