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Empresa recusa candidata por ter publicado fotografia de biquini no Instagram

A mulher de 24 anos partilhou uma fotografia de biquíni no Instagram. A foto tornou-se viral depois de a empresa onde se candidatou para estagiar ter tentado envergonhá-la.

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O tweet em que Emily Clow mostra a indignação contra a empresa teve mais de 4 mil gostos

Photo by Georgia de Lotz/Unsplash

O tweet em que Emily Clow mostra a indignação contra a empresa teve mais de 4 mil gostos

Photo by Georgia de Lotz/Unsplash

Emily Clow, de 24 anos, candidatou-se como estagiária a uma empresa de marketing, mas acabou por não ser escolhida. Nada de novo, não fosse o facto da rejeição se ter tornado pública. A empresa Kickass Masterminds fez um screenshot de uma fotografia de biquíni que Clow havia publicado na sua conta de Instagram, numa tentativa de envergonhá-la. 

O screenshot foi partilhado nas histórias do Intagram da empresa momentos depois de esta chamar Emily Clow para anunciar que a candidatura não tinha sido aceite. A fotografia mostra a jovem com um biquíni vermelho recortado.

clowd_nine/Instagram

“Não partilhem as vossas redes sociais com um potencial empregador, se for este o tipo de conteúdo que têm. Estou à procura de um profissional de marketing, não de um modelo de biquíni”, escreve a empresa por cima do screenshot partilhado e acrescenta ainda: “Continue com o lado mau e faça o que quiser em privado. Mas isto em nada favorece se quiser encontrar um emprego”.

Emily depois de se aperceber da partilha da empresa, fez um screenshot da história de Instagram e partilhou-a no Twitter demonstrando a indignação para com o sucedido. “Hoje fui objetificada por uma empresa por causa de uma fotografia minha em biquíni. Eles alegam que isso faz de mim uma má profissional”, escreve na publicação.

A revolta da jovem deve-se não só às alegações da empresa, como à forma como agiram depois de lhe terem recusado trabalho: “Ainda estou confusa pela forma como a companhia lidou com a situação”.

O tweet tem já quase 600 retweets, mais de 4 mil gostos e mais de 300 comentários — tanto positivos, como negativos. Alguns sustentam a crítica feita pela empresa, como um homem que diz que a jovem “devia ser demitida ou trabalhar como dançarina em Harrington”, mas não faltam também mensagens de apoio, principalmente de mulheres.

A escritora Rachel Varina comenta indignada: “Que treta é esta @kickassmasterm?” e a caixa de comentários enche-se com ainda mais opiniões sobre a atitude da empresa.

Uma mulher questiona “como é que alguém que trabalha com conteúdos de redes sociais pensou que isto seria uma boa ideia?”, e outra mostra o apoio a Emily, criticando, ao mesmo tempo, o nome da empresa: “E sobre o facto de o nome da empresa ter um palavrão? Isso é pouco profissional”.

Depois da situação, a Kickass Masterminds mudou a conta de Instagram para privada e a fundadora, Sara Christensen, defendeu-se dizendo ao jornal britânico “Daily Mail” que “a mulher em questão não foi desqualificada por causa do seu perfil na rede social”.

“Não lhe foi comunicado que ela foi desqualificada”, refere Christensen. Ao mesmo jornal a fundadora da empresa de marketing revela que, a pedido de EmilyClow, a fotografia foi eliminada.

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