Um homem de 30 anos, da zona da Marinha Grande, está a ser investigado por maus-tratos e morte de animais. Rúben Pinto adotava cães, filmava as suas mortes e enviava fotografias e vídeos dos atos macabros. Foram várias as denúncias, mas a da Associação Protetora de Animais da Marinha Grande foi derradeira e a instituição explica à MAGG o que aconteceu.

“Apresentou-se várias vezes como veterinário, ativista, defensor dos direitos dos animais e vegan”, conta Catarina Contente, funcionária do canil, acrescentando que foi com este perfil que o homem de 30 anos se aproximou da instituição.

Rúben viveu com a ex namorada em Berlim e ainda antes de voltar para Portugal, em janeiro, já tinha contactado a associação para demonstrar interesse em adotar um cão. Depois de chegar a Portugal, foi-se tornando cada vez mais presente e acabou por avançar com a adoção de um animal na APAMG. O processo decorreu normalmente, explica Catarina Contente, até que seis dias depois, enviou uma mensagem no Facebook, onde afirmava que o animal se encontrava internado numa clínica depois de ter sofrido espasmos, mais tarde justificados com um suposto envenenamento.

Em chamada com a funcionária do canil, anunciou a morte do animal e “de seguida bloqueou a associação nas redes sociais, e nunca mais disse uma palavra”, conta à MAGG.

A APAMG contactou mais tarde a alegada clínica, na qual o veterinário (que supostamente tratou do animal) afirmou “não se recordar de nenhum cão ter morrido nessa semana na sua clínica”.

Por favor não dê beijinhos ao seu animal — é perigoso para todos

Depois de estranhar a forma como tudo aconteceu, o canil decidiu contactar outras entidades nacionais e percebeu que o mesmo se tinha passado noutras associações. “Era muito estranho morrerem todos, não é?”, diz.

A partir daqui, tudo se foi tornou mais claro e “fomos juntando as peças” e procurando mais informação. Há evidências (que foram anexadas à queixa) de alguns vídeos e fotos enviadas. Do indivíduo e dos motivos por detrás nada se sabe, mas entretanto a ex namorada já confessou que depois do fim da relação, Rúben terá mostrado vontade de voltar a Portugal “para matar animais que cá andavam”.

Relativamente ao processo através do qual os animais são mortos não há certezas, mas a associação relata uma fonte que se apercebeu das atitudes de Rúben e que “tentou contactar os familiares e pessoas que tinham alguma ligação com o sujeito” e diz que este “havia tido episódios de maus tratos a animais domésticos, em que administrava insulina nos mesmos.” Pelo que se suspeita do uso deste método.

A queixa foi apresentada à PSP de Leiria e o caso está a ser investigado.