Foi em 2016 que Brad Pitt e Angelina Jolie, o casal sensação de Hollywood, se separaram, pondo fim a um casamento de nove anos. Pela altura da polémica rutura, muito se especulou sobre a origem do conflito, mas poucas certezas foram reveladas.

Ainda que no campo profissional tudo lhe corra bem — só em 2019 teve duas estreias gigantes: “Era Uma Vez em Hollywood” e “Ad Astra” — anível pessoal, os últimos anos têm sido difíceis. O ator teve de enfrentar um duro processo de divórcio (ainda a correr), a luta pela custódia dos filhos e ainda os desafios de uma desintoxicação. 

O casamento de Brad Pitt e Jennifer Aniston aconteceu há 19 anos

Feitos agora três anos desde a separação, o ator que também foi casado com a atriz Jennifer Aniston, já fala mais abertamente acerca do que pode ter destruído a união com Jolie, como demonstrou na entrevista que deu à NPR, a propósito da promoção do seu mais recente filme “Ad Astra”— que chegou aos cinemas portugueses a 19 de setembro.

Nesta conversa, Brad Pitt reconheceu a sua responsabilidade nos acontecimento que levaram ao final do casamento. “Eu tive que aceitar a minha culpa”, disse, acrescentando que uma rutura familiar é sempre reveladora de algo que é necessário compreender.

Neste processo de reflexão, foi importante o seu envolvimento no grupo de apoio dos Alcoólicos Anónimos (AA), como revelou ao “The New York Times“, no início de setembro. “Estava sentado junto a vários homens que se abriam e que eram honestos de uma forma que eu nunca tinha ouvido“, conta, admitindo que neste local encontrou um lugar seguro isento de julgamentos.

O ator falou também sobre a tentativa de escondermos e ignorarmos as emoções negativas: “O facto é que todos carregamos dor, tristeza e perda”, disse ao jornal. “Passamos a maior parte do tempo a esconder, mas está lá, está em nós. Então abrimos essas caixas”.

Desde que entrou nos AA, Pitt garante que nunca mais voltou a beber: “Levei as coisas o mais longe que pude, então eliminei o meu privilégio de beber.”

Dois anos antes, Brad Pitt já havia assumido numa entrevista à “GQ” esta dependência: “Bebia demasiado. O álcool tornou-se um problema”, disse, confessando ainda que não se lembrava de um dia, desde a universidade, em que se tivesse mantido sóbrio. O problema terá entrado na vida de Jolie, quando os dois se casaram.

Brad Pitt fala pela primeira vez sobre a dependência alcoólica

Além desta dependência, os longos períodos que passavam fora de casa, distantes um do outro, também afetou o casamento, tendo sido um dos outros fatores que levou à rutura.

Do casamento entre Brad Pitt e Angelina Jolie nasceram três filhos biológicos e outros três foram adotados. É neste ponto que o ex-casal tem chocado mais, uma vez que os dois lutam pela custódia dos miúdos e pelas pensões.

O conflito escalou tanto que, em junho de 2018, um juiz californiano terá exigido à atriz que permitisse que os seus filhos estabelecessem “um relacionamento saudável e forte” com o pai. Pouco tempo depois, Jolie terá processado o ator para este pagasse 50% das despesas das crianças”, além de uma “compensação retroativa“, avança o espanhol “El Pais“.

Além disto, o ator terá pago mais de 1,1 milhões de euros “em recibos e contas pelo bem-estar de Jolie e das crianças.”

O processo de divórcio ainda não está fechado. De acordo com o jornal espanhol, será Madox, o filho mais velho de Pitt e (iniciou agora os seus estudos académicos em Seul, na Coreia do Sul), a fazer a ponte de comunicação entre os pais.