Steven Avery foi condenado em 1985 pela violação e tentativa de homicídio de Penny Beerntsen. Depois de 18 anos na prisão, e de terem surgido novas provas relevantes para o caso, o norte-americano foi ilibado e libertado.

Mas em novembro de 2005, Avery regressou à prisão condenado pelo homicídio de Teresa Halbach, juntamente com o seu sobrinho Brendan Dassey, que confessou ter ajudado o tio a violar e matar a fotógrafa, embora a sua confissão tenha sido, alegadamente, obtida sob coação. Até hoje, os dois homens declaram-se inocentes.

A história não é estranha para os fãs de “Making a Murderer”, a popular série documental da Netflix que tornou o caso de Steven Avery ainda mais famoso. Mas agora que uma nova série, “Convicting a Murderer”, está em produção, surgiram mais provas cruciais: de acordo com Shawn Rech, o realizador da série, um homicida condenado do estado do Wisconsin, Estados Unidos, terá confessado o assassinato de Teresa Halbach.

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Durante uma entrevista recente à “Newsweek”, Shawn Rech afirmou que, no decorrer das filmagens, tiveram acesso a uma confissão de um homicida condenado, embora não tenha revelado a identidade do criminoso, nem avançado mais detalhes sobre o conteúdo. No entanto, foi claro a salientar que não era uma confissão de Steven Avery ou de Brendan Dassey.

“Ainda não confirmámos a legitimidade da confissão, mas dado que foi fornecida por um homicida notável do estado do Wisconsin, sentimos a obrigação de a entregar às autoridades competentes, bem como quaisquer outras provas”, disse o realizador, citado pela NBC. “Estamos em produção há mais de 20 meses, descobrimos muita informação e provas que nos estão a conduzir até à verdade. A investigação não para aqui.”

Na segunda-feira, 23 de setembro, a advogada de Steven Avery, Kathleen Zellner, confirmou através do Twitter que recebeu uma confissão escrita, porém “inválida até ser validada”. A advogada de Brendan Dassey, Laura Nirider, também afirmou ter conhecimento da alegada confissão, mas não prestou mais declarações sobre o tema.