A jogadora de squash dos Estados Unidos, Fatima Abdelrahman, estava a viajar com a sua equipa, no dia 1 de Agosto, quando foi impedida de embarcar em São Francisco, num voo que tinha como destino Toronto.

A menina de 13 anos, alega que já tinha passado na inspeção de segurança do aeroporto, quando foi obrigada a retirar o hajib para embarcar. Fatima explicou à ABC7 que estava a caminho da primeira competição internacional quando um funcionário da companhia aérea lhe pediu para tirar a o lenço usado por questões religiosas, depois de olhar para a sua foto do passaporte.

A atleta afirma que contestou e tentar explicar o significado do lenço, sem sucesso. Solicitou uma área privada para o retirar, mas este pedido foi recusado e os membros da companhia aérea pediram a Fatima que retirasse o hajib em público.

A adolescente assegura que se sentiu violada e argumentou que o lenço não cobria o seu rosto. “Vi alguém a usar um chapéu, mas eles não foram pedir para que a pessoa o tirasse. Não tentando comparar o hajib a um chapéu, mas ainda assim isso também cobre a cabeça. Então, por que razão eu tive que o tirar e eles não? Senti-me discriminada”, acrescentou Fatima.

A Air Canada respondeu à queixa da família e lamenta o sucedido

A irmã de Fatima, Sabreen Abdelrahman, decidiu contar a história no Twitter. A Air Canada respondeu à queixa, lamentando o sucedido e pediu à família que entrasse em contacto para fornecer mais detalhes.

Ainda assim, o escritório de San Francisco Bay Area do Concelho de Relações Americano-Islâmicas (CAIR-SFBA) anunciou este fim-de-semana que tinha apresentado queixa à companhia aérea. O coordenador de direitos civis e serviços jurídicos, Ammad Rafiqi, afirmou em comunicado: “O CAIR-SFBA, juntamente com o nosso cliente, está empenhado em garantir que, no futuro, indivíduos que desejam viajar com a Air Canada ou outras companhias aéreas não estejam sujeitos a um tratamento diferenciado com base nas suas crenças religiosas”.

A família de Fatima conta ainda à emissora de televisão ABC7, que recebeu um email da Air Canada a informar que as suas políticas tinham sido atualizadas desde o incidente.

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