Há cada vez mais pessoas a comprar peças de roupa com o intuito de as usar apenas uma única vez para depois devolver. O problema? As peças são geralmente devolvidas com marcas de desgaste e isso impossibilita que sejam novamente postas à venda — acabando a ser destruídas ou recicladas. Todo este processo traduz-se em despesa para as lojas que não têm forma de reaver o dinheiro que investiram.

A pensar nisso, um conjunto de especialistas em segurança criou uma alternativa que já está a ser negociada com várias lojas no Reino Unido. Chama-se R-Turn Tag e, nome pomposo à parte, trata-se de uma etiqueta enorme que é afixada a cada camisola, par de calças ou sapatos. Uma vez removida, a devolução é impossível em qualquer loja.

Por ser uma etiqueta de tamanho superior ao normal, isto inviabiliza a utilização da peça de roupa em qualquer ocasião social, como um jantar, uma reunião ou cerimónia.

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Embora a etiqueta possa ser dobrada ou mudada de posição, a sua remoção por completo faz com que o comprador deixe de ter direito à devolução.

A necessidade de adotar medidas que contrariem a tendência para a prática de wardrobing (o nome dado à compra de roupa para depois a devolver), cresceu depois de vários estudos concluírem que mais do que uma em cada cinco pessoas compram roupa com a qual já sabem que não vão ficar.

Segundo o tabloide britânico “The Daily Mail”, esta é uma prática que tem vindo a crescer cerca de 43% entre pessoas com idades compreendidas entre os 16 e os 24 anos.

Os novos estudos indicam também que há vários influenciadores digitais que, na corrida por seguidores e patrocínios, estão a fazer uso desta prática no Reino Unido para criar uma imagem de marca nas plataformas em que se apresentam.