Foi uma das séries de maior sucesso produzidas pela RTP1 e fez os portugueses acreditarem que ainda é possível fazer boa ficção nacional que fuja dos padrões repetidos das novelas. “Conta-me Como Foi” estreou-se em 2007 e foi um sucesso de audiências desde a primeira temporada.

O último episódio foi para o ar em 2011 e não se pensava num eventual regresso até que no, início deste ano, o diretor de programas da RTP, José Fragoso, disse ao “Público” que não só ia voltar como passaria a retratar a década de 80. Esta quinta-feira, 19 de setembro, chegou a confirmação: a série faz parte da nova grelha da RTP: e deverá estrear-se ainda em 2019, no início de dezembro.

Nesta sexta temporada, que continua a ter no elenco nomes como Rita Blanco, Miguel Guilherme e Luís Ganito, os portugueses vão poder continuar a acompanhar o quotidiano da família Lopes, bem como o panorama histórico, político e social de Portugal. A série retoma a história nos anos 80, quando a família já está a viver numa nova casa.

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Ainda ao “Público”, José Fragoso explicou que existem “muitos ganchos possíveis” para continuar a história, “desde a entrada de Portugal na CEE, ao boom da música portuguesa, ou ao contexto político muito vibrante em Portugal”.

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Para além do regresso de “Conta-me Como Foi”, a estação pública faz uma grande aposta na ficção nacional. Ainda em setembro, no dia 28, a RTP1 estreia a série “Sul”, protagonizada por Ivo Canelas, e outubro arranca com o início de “Luz Vermelha”, uma produção centrada no mundo da prostituição.

“Terra Nova”, outra série nacional, chega em novembro, e aborda a pesca de bacalhau nos anos 30. Existem ainda mini-séries em carteira, incluindo uma baseada no filme “A Herdade”, o candidato português à nomeação de Melhor Filme Estrangeiro, nos Óscares.

Fora da ficção, Filomena Cautela deve regressar ao ecrã com o popular talk show “5 para a Meia Noite”, mais perto do final do ano. Antes disso, a apresentadora vai estrear um novo formato nas noites de sábado, a partir de 12 de outubro, o concurso “Jogo de Todos os Jogos”.

Por volta da mesma altura, as noites de domingo voltam a ser ocupadas pelo programa de talentos “The Voice Portugal”, conduzido por Catarina Furtado e Vasco Palmeirim, e que este ano conta com dois novos mentores: Diogo Piçarra e António Zambujo juntam-se à equipa, depois da saída de Mickael Carreira e Anselmo Ralph.

O canal continua a apostar em Vasco Palmeirim: para além do “The Voice Portugal” e de “Joker”, que ainda se mantém em exibição, o apresentador de televisão vai ser a cara de “Alta Fidelidade”, uma série de homenagem a grandes nomes da música portuguesa, ainda sem data de estreia anunciada.