Depois de “Mindhunter” e “Aos Olhos da Justiça”, há mais uma série de crime inspirada em factos reais a enlouquecer a internet: falamos de “Unbelievable”, a nova série da Netflix, que se estreou a 13 de setembro na plataforma de streaming e já tem uma avaliação de 94% no site Rotten Tomatoes.

Com oito episódios, a produção segue a história real de uma série de violações que sucederam nos estados de Washington e do Colorado entre 2008 e 2011, bem como a dificuldade das vítimas em obterem credibilidade por parte das autoridades. Isto levou a que muitos espectadores tenham ficado colados ao ecrã, e a afirmarem que “Unbelievable” mostra o porquê de muitas mulheres acabarem por não fazer queixa depois de serem agredidas sexualmente.

Baseada num artigo publicado em 2015 no site “ProPublica”, e vencedor de um prémio Pulitzer, a série retrata a história de Marie (Kaitlyn Dever), uma jovem de 18 anos violada em 2009 sob a ameaça de uma faca. No entanto, a polícia achou o testemunho da jovem inconsistente, pressionou-a agressivamente, e Marie acabou por retirar a queixa.

Este rapaz de 19 anos violou seis raparigas. Qual é o perfil do agressor sexual juvenil?

Posteriormente, as autoridades acabaram mesmo por acusá-la de falso testemunho, com a americana a resolver o caso através de um acordo judicial. O agressor de Marie acabaria por violar mais cinco mulheres antes de ser apanhado — mais tarde, chegou-se à conclusão de que este teria ameaçado a jovem para voltar atrás com a sua palavra e dizer às autoridades que tinha mentido.

O argumento de “Unbelievable” é poderoso, e são muitas as pessoas que se têm identificado com a série. No Twitter, vários utilizadores aplaudiram a qualidade da produção e incentivaram outros a não perder a série, muito para que a realidade das vítimas de crimes sexuais seja mais reconhecida.

“O primeiro episódio deixou-me tão zangada. E as pessoas ainda se questionam porque é que muitas vítimas nem chegam a ir à polícia”, “os primeiros 15 minutos de ‘Unbelievable’ deviam ser obrigatórios de ver para todos aqueles que se perguntam porque é que as mulheres não apresentam queixa” e “esta série é o perfeito exemplo de como muitos casos de violação são tratados — o meu foi arquivado porque eu tinha álcool no organismo”, foram alguns dos tweets relacionados com a nova produção da Netflix.

Mas também a crítica já se rendeu à série: o site “Vulture” apelida a produção de “um dos melhores dramas criminais na história recente e um dos melhores programas de 2019”, e a “Rolling Stone” dá os parabéns aos autores e ao elenco por “tratarem o tema [violação] com toda a seriedade e respeito que merece, ao mesmo tempo que contam uma história incrível”.

A série conta com Kaitlyn Dever e Toni Collette, entre outros, e todos os episódios já estão disponíveis na Netflix.