O caso remonta a junho de 2011, altura em que uma criança francesa, na época com 23 meses, ficou paralisada para a vida depois de comer carne contaminada com Escherichia Coli, uma bactéria mais conhecida como E.coli.

Habitualmente, esta bactéria causa uma infeção a partir da ingestão de alimentos ou água contaminada por fezes, e os principais sintomas são diarreia, náuseas e febre. Mas, em casos mais graves e raros, pode terminar em morte, tal como aconteceu este sábado, 14 de setembro: oito anos depois de ingerir a carne contaminada, e de ter ficado paralisado, Nolan Moittie, 10 anos, morreu.

O menino francês foi uma das 15 crianças contaminadas com esta bactéria na zona norte de França, em 2011. De acordo com o “Daily Mail”, o rapaz ficou paralisado, incapaz de andar ou falar, depois de consumir carne comprada na cadeia de supermercados Lidl. Após desenvolver sequelas neurológicas, a criança também ficou afetada cognitivamente, embora tal se deva a uma doença prévia.

Segundo a mesma publicação, as restantes 14 crianças também afetadas pela carne contaminada sofrem atualmente de condições que irão afetar os rins para o resto da vida.

A couve é um dos vegetais mais contaminados com pesticidas

A morte do rapaz francês foi causada por uma paragem cardíaca: apesar de ter sido transportado para o hospital rapidamente, os médicos não conseguiram reanimar Nolan Moittie.

Apesar de a carne contaminada ter sido comercializada no Lidl, a proteína em questão pertencia à marca Steak Country, que foi julgada num tribunal francês em 2017.

Guy Lamorlette, o proprietário da marca, foi condenado a três anos de prisão por não ter levado a cabo os devidos testes de qualidade e segurança ao produto. Ficou ainda impedido de voltar a ter qualquer atividade industrial ou comercial, e ordenado a pagar indemnizações às vítimas.