São a força de trabalho mais jovem. São altamente formados, com competências que muitas não se cingem a apenas uma área. Apesar de tudo, falta à geração Z — aquela que nasceu entre meados dos anos 90 e início de 2010 — um aspeto fundamental para a construção de uma vida equilibrada: poupar.

É para isto que apontam os dados do Estudo de Planeamento e Progresso da Northwestern Mutual 2019, que entrevistou mais de dois mil adultos nos Estados Unidos. De acordo com a investigação, 57% dos inquiridos da geração Z não sabem quanto é que têm na poupança pessoal.

Em causa poderá estar a idade e uma maior liberdade associada à mesma. “Eles realmente não se depararam com o tipo de situações e compromissos que exijam metas financeiras”, diz ao canal “CNBC” Emily Holbrook, diretora do planeamento da Northwestern Mutual, referindo-se a “comprar uma casa, casar e pensar em filhos.”

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Ainda assim, Holbrook destaca a necessidade de os jovens começarem já a planear os seus futuros. “Não podemos subestimar a importância de tomar as rédeas, agarrar esse controlo e dar alguns passos positivos para a frente.”

Na opinião da especialista, o ideal é que os jovens trabalhadores comecem a analisar o quadro financeiro atual, de forma a que haja uma forte consciencialização de quanto é que se ganha, de todas as poupanças, despesas e dividas que se possam ter.

Depois, é criar um plano de ação: ir a “qualquer site em que seja possível conectar números e valores e entender o impacto que a introdução da economia pode ter no futuro”, diz Holbrook. De seguida, é ganhar o hábito de poupar e automatizar o processo o máximo possível, diz a “CNBC”.

Mais importante do que o dinheiro guardado, é a implementação da rotina. Ou seja, mesmo que só seja possível poupar 10€ por mês, esta será uma forma de criar bons hábitos desde sempre.

“Eu encorajaria-os a pensar criticamente sobre o papel das finanças pessoais e fazer disso parte de seus objetivos gerais”, remata Holbrook.