Esta semana, a jornalista Catarina da Eira Ballestero escreveu um artigo sobre crianças de 12 anos que criam grupos de ódio. O cenário é assustador: uma mãe revelou a história aterradora de bullying digital que a filha atravessou, que terminou com uma queixa apresentada na polícia.

O filho mais novo não passou pela mesma situação, mas foi várias vezes adicionado a grupos deste género. “Porca da Joana, o anormal do Manel, a filha da puta da Francisca. Os nomes são todos assim. O ‘procedimento’ é adicionar todos os alunos da turma, menos a vítima dos insultos, e começar a gozar com o colega”, revelou à MAGG Alexandra (nome fictício).

Esta semana, a jornalista Catarina da Eira Ballestero escreveu um artigo sobre uma realidade que deveria preocupar todas as pessoas, pais ou não. Em resposta, e na sequência da partilha do artigo, recebeu comentários nas redes sociais como “acho que essa Ballestero é uma grande idiota” ou “labrega”. Outros leitores escreveram coisas como “[os] miúdos hoje em dia são todos uns bimbos do pior”, “é o que digo, qualquer dia o gordo não vai à baliza. E a consequência é não jogar” ou “faz parte de crescer”.

Acho que está tudo dito. Para quem ainda não percebeu, vou repetir só mais uma vez: esta semana, a jornalista Catarina da Eira Ballestero escreveu um artigo sobre crianças de 12 anos que criam grupos de ódio e (quase) tudo o que recebeu foram comentários odiosos. Como é que haveríamos de querer mudar os miúdos quando isto é tudo o que temos para lhes mostrar?

Editorial: Se queremos travar a discriminação nas escolas há tanta coisa mais importante do que as casas de banho

Contrariamente à grande maioria dos jornalistas da MAGG, Marta Cerqueira não era apaixonada por Matt Preston — não que tivesse alguma coisa contra ele, simplesmente nunca prestou grande atenção ao programa “MasterChef” (inadmissível, nós sabemos. Conversas sérias já foram tidas nesse sentido).

Depois de o entrevistar, porém, até uma selfie tiraram juntos. A conversa descontraída está para ler nesta entrevista publicada na MAGG, onde a estrela do “MasterChef Austrália” revela que odeia bowls e bebidas servidas em frascos e a hashtag #blessed, mas que adora que os portugueses estejam sempre a pensar em comida.

Mas há mais. Com os estudantes prestes a saberem em que universidades vão ser colocados, fomos à procura das ofertas mais absurdas para alugar quarto em Lisboa. Mais uma vez, não tivemos dificuldade em descobrir beliches a 500€. Por mês. E por cama. Contamos-lhe também o que os incêndios na Amazónia mudaram no mundo e mostramos-lhe o outro lado do Burning Man: em 2019, houve polémicas sexuais, uma morte e ainda mais detenções face ao ano anterior.

Mais umas coisas boas para ler: Maria do Mar abriu uma nova loja em Alvalade, uma psicóloga explica porque é que algumas crianças podem sentir-se abandonadas quando entram para a creche e Joana Amaral Dias conta-nos porque é que vai partilhar as “dick picks” que recebe.