Até hoje, Brad Pitt, ator e produtor norte-americano, nunca tinha falado publicamente sobre um dos períodos mais difíceis da sua vida, que juntou um divórcio e uma dependência ao consumo de álcool. A revelação foi feita ao jornal “The New York Times” esta segunda-feira, 4 de setembro, onde o ator falou sobre os pormenores desta fase da vida.

Foi pouco tempo antes de dar inicio à rodagem do filme “Ad Astra” — que vai chegar a Portugal a 19 de setembro — que aconteceu o processo de divórcio entre Brad Pitt e Angelina Jolie e a luta pela custódia dos seis filhos do ex-casal. Mesmo que a longa-metragem pudesse ser uma forma de o ator ultrapassar a solidão desde que o divórcio se consolidou em 2016, a separação era ainda um acontecimento recente.

“O facto é que todos carregamos dor, tristeza e perda”, disse ao jornal. “Passamos a maior parte do tempo a esconder, mas está lá, está em nós. Então abrimos essas caixas”.

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A estrela de Hollywood de 55 anos recorreu ao álcool para ultrapassar esta fase — que podia ter ditado o fim da carreira e colocado em risco as relações familiares. Brad Pitt já está recuperado, mas não o conseguiu sozinho. A revista espanhola “Vogue” já tinha revelado que o ator teve de pedir ajuda conseguir combater o alcoolismo.

Teve apoio dos amigos e dos familiares mais próximos, mas principalmente do grupo de alcoólicos anónimos, que o apoiaram durante um ano e meio. “De repente, vi-me sentado numa sala cheia de homens que contavam os seus problemas a estranhos da maneira mais honesta e aberta que eu já vi”, lembra o ator ao “The New York Times”. Era um “sítio seguro, onde havia pouco julgamento e, portanto, pouco julgamento de nós mesmos”.

A segurança nos membros do grupo foi um fator chave em cada sessão, já que, apesar de ser uma figura pública, nenhum dos homens vendeu as histórias para a imprensa e ele pôde libertar aquilo que sentia.

“Levei as coisas o mais longe que pude, então eliminei o meu privilégio de beber”, conta Brad Pitt, revelando ainda que nunca mais voltou a pegar em álcool desde que entrou nos alcoólicos anónimos. 

Entrar no grupo foi um passo de coragem, mas ao mesmo tempo difícil. Isto porque ia contra os valores que toda a vida lhe foram transmitidos pelo pai: “Cresci com essa coisa de ser capaz, ser forte, não mostrar fraqueza”. Contudo, Brad Pitt sente que, de certa forma, segue os passos do pai, William Alvin Pitt, que cresceu com dificuldades e na pobreza, mas sempre disposto a dar uma vida melhor ao ator norte-americano.