Ângelo Rodrigues vai fazer novo tratamento para travar infeção da perna

O ator será transferido para o Hospital das Forças Armadas, em Lisboa, onde será tratado com uma câmara hiperbárica para salvar a perna.

Ângelo Rodrigues já não está em coma e apresenta melhorias, mas segundo o "Correio da Manhã" a perna continua em risco

Depois de quase uma semana internado no Hospital Garcia de Orta, em Almada, Ângelo Rodrigues deverá ser transportado ainda ao longo desta segunda-feira, 2 de setembro, para o Hospital das Forças Armadas, em Lisboa.

Esta mudança deve-se ao facto de o ator precisar de ser submetido a um novo tratamento, que só pode ser feito nesta unidade hospitalar. De acordo com o “Correio da Manhã“, Ângelo Rodrigues fará um tratamento numa câmara hiperbárica, com o objetivo de acelerar a cicatrização da zona onde foram administradas as injeções de testosterona.

De acordo com o jornal diário, a câmara hiperbárica existe apenas em três pontos do País: no Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, no Hospital das Forças Armadas, em Lisboa, e no Hospital Particular do Algarve.

“A câmara hiperbárica tem uma taxa de sucesso muito boa. A máquina é caríssima, daí só haver três locais em Portugal que a têm. É usada em doentes diabéticos ou noutros casos de feridas não cicatrizadas, resultantes de acidentes, por exemplo. É também usada para pessoas que tiveram problemas com mergulho. A câmara é hermética e fica com uma concentração de oxigénio maior do que a do ar normal e uma pressão positiva. Basicamente, o que faz é aumentar o teor de oxigénio no sangue e, por isso, aumenta a regeneração tecidual”, explica a médica endocrinologista Sílvia Saraiva, ao “Correio da Manhã”.

Tendo em conta a infeção grave que Ângelo Rodrigues sofreu, este tratamento tem como principal objetivo travá-la, para que não corra risco de vida. “Houve uma infeção gravíssima, que está associada a uma alta taxa de mortalidade. Para já, a prioridade continua a ser a de parar completamente a infeção e a necrose tecidual, porque enquanto houver tecidos a necrosarem há risco de a infeção não parar”, explica.

O “Correio da Manhã” avança ainda que a perna do ator ainda está em risco, tendo sido revelado por uma fonte da publicação que “retiraram muitos tecidos necrosados da perna onde surgiu o abcesso muscular infeccioso, daí a equipa médica ter colocado em questão a viabilidade da perna.”

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