Ângelo Rodrigues. “Se ele sobreviver, não vai gostar do que vai ver quando se olhar ao espelho”

A frase foi dita por uma fonte próxima ao artista ao "SAPO Lifestyle". As intervenções deixaram-no com várias marcas.

O artista deu entrada nos cuidados intensivos do Hospital Garcia de Orta, em Almada

Ângelo Rodrigues está a reagir bem às operações mas ainda corre risco de vida. Internado desde segunda-feira, 26 de agosto, o ator de 31 anos já foi submetido a quatro cirurgias e tratamentos de hemodiálise. Segundo uma fonte próxima ao artista explicou ao “SAPO Lifestyle“, as intervenções deixaram-no com muitas marcas.

“Abriram-lhe uma série de buracos no corpo para retirar tecidos necrosados. Se ele sobreviver, não vai gostar do que vai ver quando se olhar ao espelho”, disse.

O artista encontra-se neste momento em coma induzido, internado nos cuidados intensivos do Hospital Garcia de Orta, em Almada, na sequência de uma infeção alegadamente causada pela toma de testosterona. De acordo com as últimas notícias, começa a apresentar melhorias.

Em entrevista à MAGG, Ana Isabel Pedroso, especialista em Medicina Interna do Hospital de Cascais, explicou que as alegadas injeções de testosterona podem ter causado uma infeção na pele ou uma ferida local, que posteriormente avançou nos tecidos. Essa infeção local pode ter evoluído então para um choque séptico. “Quando a infeção se torna generalizada e sistémica, ou seja, não localizada, há um descontrolo, e isso leva à disfunção de órgãos que podem ser respiratórios, renais, cardíacos“, explica.

A recuperação de um doente com um choque séptico pode ser mais complexa do que se imagina, mesmo tendo em conta que, em Portugal, “22% dos internados nos cuidados intensivos devem-se a choques sépticos adquiridos na comunidade, ou seja, por bichos da rua, como uma infeção urinária, por exemplo. A taxa de mortalidade hospitalar quando se tem uma sepsis é de 38%, mas quando evolui para um choque séptico passa para 51%. Se for uma lesão renal aguda, consegue-se recuperar. Se for cardíaca, depende de doente para doente, mas esse terá sempre que continuar a ser vigiado.”

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