Quem já viajou sabe a complicação que é andar até à ultima hora a retirar produtos dos frascos originais para frascos com 100ml, o máximo permitido para quem leva a bagagem de mão para dentro do voo. Compramos sempre embalagens insuficientes, o produto verte para fora do frasco e vamos tipo Dora Exploradora à procura de um recipiente que nos salve horas antes de o avião partir.

Passado este drama, vem o do aeroporto — abrir a mala que demorou 12 minutos a fechar e tirar cuidadosamente os produtos sem que toda a gente perceba as mil coisas que trouxemos lá dentro.

A restrição de líquidos foi uma medida implementada em 2006 para aumentar a segurança nos aeroportos. Quem envia as malas para o porão não tem qualquer problema, quem opta por levar bagagens mais pequenas e guardá-las nos compartimentos por cima dos bancos não pode levar líquidos com mais de 100 ml. Passados 13 anos, porém, a medida pode estar prestes a ser abolida.

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De acordo com o canal britânico Sky News, avanços tecnológicos no scanner vão permitir ver o interior da mala de forma mais detalhada. Segundo John Holland-Kaye, presidente executivo do Aeroporto de Heathrow, em Londres, Reino Unido, será possível “detetar o líquido dentro de uma garrafa, olhar para dentro de um portátil e ver se tem algum dispositivo perigoso, o que nos permite ter um nível muito mais alto de segurança”.

Os avanços também vão ter consequências no tempo de espera na porta segurança. Segundo a Sky News, os “chefes dos aeroportos estimam que, com esta alteração, os passageiros vão libertar a segurança 50 a 60 vezes mais rápido do que atualmente.”

Com esta alteração, os passageiros vão libertar a segurança 50 a 60 vezes mais rápido do que atualmente

Connor Danylenko / Pexels

A medida começou agora a ser aplicada no aeroporto de Heathrow, no Reino Unido, mas já estava implementada em aeroportos como o Amsterdam Schiphol, em Amesterdão, Holanda, e o Chicago O’Hare, nos Estados Unidos da América.