A personagem Bruno Aleixo nasceu na internet em 2008 e na forma de ewok, as criaturas peludas e fofinhas do universo “Star Wars”. Em apenas um ano mudou a aparência e passou a ser um cão — devido a um conflito de direitos com a Lucasfilm —, chegou à rádio e teve uma série de televisão na SIC Radical.

Mas o sucesso da personagem começou no YouTube, onde deixava vários conselhos sobre temas que tinham tanto de banal como de mirabolante — como a importância de não deixar um estudante de Erasmus usar o computador para que não mudasse as configurações do teclado, à importância de usar toalhitas húmidas na casa de banho.

Bruno Aleixo, um cão que só fala e mexe os olhos, marcou uma geração e talvez por isso faça tanto sentido trazê-lo para o cinema. O filme vai estrear-se no início de 2020 e vai centrar-se na vida do cão de 62 anos, natural de Coimbra e descendente da Bairrada e do Brasil.

Há a geração “Star Wars”. Mas também já há a geração “Harry Potter”

Tal como escreve o jornal “Público”, citando a Agência Lusa, o filme vai contar com João Moreira e Pedro Santo, criadores da personagem, a assumir a realização e o argumento do filme.

Segundo a mesma publicação, a nova produção “vai abordar vários episódios da vida da personagem ficcional” à medida que “procura ser uma homenagem ao cinema” através de várias referências ao meio e à cultura popular.

Mas embora esta seja a primeira vez que a personagem vai ser transportada para o cinema, João Moreira garante que a essência que tornou a personagem conhecida vai manter-se inalterada. Isto quer dizer que todas as figuras vão manter as suas características e uma estética muito “lo-fi” — onde apenas a boca e olhos se mexem.

O filme, que depois da estreia vai passar na SIC Radical, conta ainda com participações especiais de atores como José Neto, Adriano Luz, Rogério Samora, José Raposo e e Gonçalo Waddington.

As novas aventuras de Bruno Aleixo chegam às salas de cinema de todo o País a 23 de janeiro.