Estudo. Aspirar, lavar a loiça ou a casa de banho: estas atividades fazem-no viver mais

São as conclusões de uma investigação que analisou 8 estudos anteriores. Mostra que toda a atividade física, até a moderada, tem vantagens.

O sedentarismo é dos maiores perigos para a saúde, aumentando o risco de morte prematura

Nada é mais irritante do que ter de ouvir o barulho infernal do aspirador e, em cima disto, ainda ter de manusear o bicho, atirando-o, já sem paciência — e mais ou menos sem querer — contra todas as esquinas e ombreiras da casa.

Mas, da próxima vez que tiver de embarcar nesta — ou em qualquer outra — tarefa doméstica, tenha uma coisa em mente: só vai estar a fazer bem à sua saúde, estando, possivelmente, a aumentar o seu tempo de vida. É que tudo é melhor do que estar parado e, sobretudo, sentado.

É para isto que apontam as conclusões de um novo estudo. De acordo com investigadores da Universidade de Leicester, as pessoas podem aumentar o tempo de vida mexendo-se ligeiramente mais e sentando-se um bocadinho menos. Para isso, apontam-se os benefícios das tarefas domésticas — lavar a loiça ou cozinhar, por exemplo — que, consideradas atividades físicas leves, já são suficientes para diminuir o risco de morte prematura.

Publicada esta quarta-feira, 21 de agosto na BMJ, a investigação analisou oito estudos anteriores. Ao todo, analisaram mais de 356 mil adultos, com 40 anos ou menos, que utilizaram ferramentas de monitorizaçãoduante uma média de 5,8 anos. Durante este tempo, 2149 morreram.

No estudo, os investigadores notaram que, no caso de pessoas que praticavam atividade física de nível moderado, o número de mortes era muito menor. Os benefícios de cortar a relva, aspirar a casa ou de fazer uma caminhada rápida são os mesmos atingidos por uma rotina de exercício de 24 minutos, dizem.

Por outro lado, os investigadores concluíram que, ficar sentado durante 9,5 horas ou mais por dia, é um hábito associado a um risco acrescido de morte, face aos que se exercitavam regularmente.

“Estas descobertas realmente reforçam o ditado: ‘Fazer alguma coisa é melhor do que não fazer nada’”, diz ao tabloide inglês “The Sun” Charlotte Edwardson, membro da Universidade de Leicester, envolvida no estudo.

Os resultados mostram que a atividade física de qualquer intensidade reduz o risco de morte. Ou seja, mesmo que não vá ao ginásio todos os dias, mesmo que não faça nenhum desporto específico, o facto de ser ativo — em atividades do dia a dia tão simples como andar ou executar tarefas domésticas — já o torna mais saudável.

“Quando alguém não atingir os níveis recomendados de atividade física de intensidade moderada, então o mais benéfico é explorar possibilidades no trabalho ou em casa e, em geral, estar mais tempo em pé”, conclui a investigadora.

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