As 5 melhores séries de comédia para ver além de “Friends” e “Seinfeld”

E se Deus se cansasse da Terra e a quisesse destruir? É assim a série "Miracle Workers" com Steve Buscemi e Daniel Radcliffe no elenco.

Steve Buscemi faz de Deus em "Miracle Workers"

Steve Buscemi e Daniel Radcliffe entram num bar e Deus desiste da humanidade. Podia ser o início de uma piada mas é, na verdade, a premissa de “Miracle Workers”. A série de comédia está na HBO e desenrola-se no céu quando Deus, cansado da Terra, decide destrui-la antes de avançar para o seu próximo grande investimento.

Chocados com a decisão, dois anjos tentam convencê-lo de que há esperança para os humanos e decidem prová-lo tentando concretizar o milagre mais difícil de sempre. Buscemi e Radcliffe são os protagonistas da série que, segundo escreve a crítica internacional, “é consistentemente inteligente e engraçada.”

Mas também pode ver “Derry Girls”, a série que se tornou um fenómeno na Irlanda do Norte e que já tem os rostos das protagonistas pintados nas ruas da região.

Mostramos-lhe as 5 melhores séries da HBO, Amazon Prime e Netflix para um serão bem passado no sofá em frente à televisão. E nenhuma delas é “Friends”, “Seinfeld” ou “How I Met Your Mother”.

1. “Sally4Ever” — HBO

Em “Sally4Ever”, Sally vive numa relação monótona com David há 10 anos e é quando considera deixá-lo que ele a pede em casamento. Incapaz de lhe partir o coração, aceita, mas um encontro no metro com uma atriz talentosa e carismática promete mudar a sua vida até então aborrecida.

É que Emma, a atriz, desperta sensações que Sally há muito não sentia e as duas assumem um caso louco repleto de excessos e de sexo. Mas Emma revela-se uma pessoa instável e sem filtros, o suficiente para que Sally se veja a reconsiderar as escolhas que tomou.

2. “Fleabag” —Amazon Prime

“Fleabag” acompanha as peripécias de uma mulher que vive nos subúrbios de Londres e que, tal como muitos dos millennials, não sabe para onde vai ou o que esperar da vida. A protagonista, interpretada por Phoebe Waller-Bridge, explica essa impotência e incerteza num dos episódios da série. E talvez por isso seja tão fácil identificarmo-nos com ela.

Além de bem filmada e realizada, a série põe a personagem a olhar diretamente para a câmara enquanto fala com os espectadores. Um exercício que se popularizou em “House of Cards”, quando a polémica com Kevin Spacey ainda estava longe de rebentar.

3. “Catch-22” — HBO

Esta comédia de humor negro é baseada no livro com o mesmo nome e acompanha um soldado da força área que, durante a Segunda Guerra Mundial, se presta a todo o tipo de aventuras para deixar de combater.

O método mais fácil que encontra é arranjar forma de ser considerado louco. Os problemas, claro, começam quando a personagem decide começar a agir como um. George Clooney é um dos produtores executivos e tem uma participação secundária em alguns dos episódios.

4. “Derry Girls” — Netflix

A série desenrola-se na Irlanda do Norte, numa altura em que há bombardeamentos constantes de grupos paramilitares em protesto contra a permanência do país no Reino Unido. Apesar de ter um contexto político e social tenso como plano de fundo, “Derry Girls” é leve e perfeita para desligar o cérebro depois de um dia de trabalho.

Neste universo, as bombas só são incómodas porque impedem as personagens de saírem de casa com os amigos ou de irem a um concerto à noite. A segunda temporada chegou à Netflix em julho e já é um fenómeno de audiências na Irlanda — onde foi criado um mural com os rostos das protagonistas.

5. “Miracle Workers” — HBO

Steve Buscemi e Daniel Radcliffe são os protagonistas desta série de comédia que se desenrola no céu e num contexto muito específico: Deus, aborrecido do investimento que fez na Terra, quer destrui-la antes de passar para o próximo investimento.

Dois anjos, chocados com a decisão, tentam convencê-lo de que há esperança para os humanos e assumem a tarefa de o provar através do milagre mais difícil de concretizar: o de unir duas pessoas que, apesar de gostarem uma da outra, são incapazes de socializar e de expressar o que sentem.

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