Duas semanas depois da marcha organizada pela comunidade LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e intersexo), que aconteceu em Norwich, Inglaterra, um motorista dessa cidade pediu para trocar de autocarro por se recusar a conduzir aquele que tinha o número identificativo pintado com as cores da bandeira do arco-íris, associada à comunidade homossexual.

A situação foi testemunhada por três mulheres que esperavam na paragem. De acordo com o jornal digital britânico ”The Independent”, uma das testemunhas, Rebecca Sears, alegou que o motorista da Konectbus – rede de transportes do Reino Unido – insistiu em mudar para um autocarro diferente, justificando que aquele “promovia a homossexualidade”.

Inicialmente, as três mulheres não levaram o comentário a sério. Mas o motorista mudou mesmo de autocarro e, quando viu isto acontecer Rebecca decidiu reclamar o sucedido na receção da estação de autocarros dizendo que o motorista estava a impedir todas as pessoas de chegarem a casa “por uma razão ridícula”.

Lisboa com passadeiras arco-íris pela luta contra a homofobia

A adolescente de 19 anos mostrou-se preocupada pelos comentários feitos pelo motorista, explicando que estes podiam ter ofendido qualquer pessoa homossexual que estivesse a assistir ao momento. “Ele não sabia se eu era gay ou se as outras duas mulheres com quem eu estava eram”, disse em declarações ao “The Independent”. 

No mesmo dia, através de uma publicação no Twitter, Rebecca quis tornar a situação pública, explicando o que tinha acontecido destacando ainda que Norwish não tolerava nenhum comportamento homofóbico. Após esta publicação, a Konectbus respondeu à publicação: “Muito obrigado por ter entrado em contacto connosco sobre este incidente, a nossa equipa foi informada e está a tratar deste assunto. Nós achamos esta atitude, comportamento e nível de serviço ao cliente completamente inaceitável.”

“Como empresa, não toleramos nenhum comportamento dos nossos motoristas que não respeite essa visão. O motorista envolvido foi suspenso e foi aberta uma investigação”, concluiu.