“A minha namorada quer viver comigo mas eu não me sinto preparado. Como é que lhe digo isto sem terminar a relação?”

Para a psicóloga, a resposta: "Não estou preparado para me comprometer", só é desculpável até aos 25 anos.

"Não há respostas definitivas quando se fala de relações", diz a psicóloga

Os leitores perguntam, a psicóloga Sara Ferreira responde. É assim todas as semanas. Saúde, amor, sexo, carreira, filhos — seja qual for o tema, a nossa especialista sabe como ajudar. Para enviar as suas perguntas, procure-nos nos Stories do Instagram da MAGG.

Olá, caro leitor,

Ao ler a sua pergunta, a primeira coisa que me passou pela cabeça foi a sensação de um curioso “déjà vu”, pois a sua pergunta é, na prática, a mesma que aqui há umas semanas respondi, só que agora no lugar do outro, de um “ele” (o namorado) em relação a uma “ela” (a namorada) que anteriormente me havia feito essa questão. E a questão era esta: “Ele disse-me que não estava pronto para uma relação séria. E agora?”.

Bem, no outro caso, “ele” já tinha dito a “ela” que não estava pronto para uma relação séria. No seu caso, o que me dá a entender é que você quer dizer a “ela” que não está pronto para uma relação séria, entendi bem? É demasiada semelhança para o mesmo tema só, e o tema é este: um relacionamento só corre bem (e tem futuro) quando ambas as partes têm o mesmo objetivo. Quando a vontade de ficar ou de ter um compromisso mais sério com alguém parte apenas de um dos parceiros, o outro pode estar acomodado à situação e com pouco interesse na relação.

Tal como disse à leitora que me questionava sobre esta questão (em relação ao seu “respetivo”), cuja resposta poderá ler, contando que tenha algum “estofo” para isso, no que toca à sua questão, viro o disco e toco o mesmo, salientando que um homem quando diz: “Não quero/ não estou preparado/pronto para um relacionamento sério”, na verdade, o que ele está a querer dizer é: “Não estou assim tão interessado em ti/tu não és assim tão importante para mim, mas já que aceitas isso, vou aproveitar/vou usar isso até me fartar ou até encontrar alguém melhor.”

Se conseguirmos lidar com isso sem acessos de drama queen, esta é a dinâmica interna (consciente ou inconsciente) da sua questão. Pode soar como algo “nu e cru”, mas quem disse que os “Psis” – esses seres intrigantes que abrem portais do ‘desconhecido’ em nós – só servem para dar “palminhas nas costas” (apesar de eu adorar um bom chamego)? Estamos numa rubrica de Psicologia, não de senso comum, e as balelas aqui, como sabe, ficam à porta. Entende o quero dizer? 😉

Vá lá, mesmo que não consiga fazê-lo (ou dizê-lo) à sua namorada, comigo pode despojar-se de lérias e dizer-me as coisas como elas são (nada a que eu não esteja habituada, enfim, “ossos do ofício”). E porquê? Oh, você sabe! Porque quando você quer algo, você faz, quando não quer, não faz. Qualquer comportamento que esteja cheio de hesitações, mudanças súbitas e inconstâncias pode ser categorizado no tópico “não quero à séria” (não precisa de me agradecer o reminder).

Muitas vezes, os homens dão desculpas porque não têm coragem de dizer o que realmente sentem, ou dizem frases vagas porque não querem lidar com aquela situação naquele momento. E, a menos que você seja imberbe, e não um homem adulto, as conversas sérias surgirão no relacionamento e os parceiros devem estar prontos para lidarem com isso.

Não sei se você é alguém mais jovem, que vive com os pais, tem casa-comida-e-roupa lavada. Ou se é mais maduro, mora sozinho num apartamento. Ou, se eventualmente um “ferido de guerra”, já acumulou alguma bagagem emocional de relacionamentos que não deram certo, no passado, etc.

O facto é que a frase: “não estou preparado para me comprometer”, a meu ver, só é desculpável até aos 25 anos, depois começa a soar a variante de outra afirmação que os homens usam o tempo todo quando não se querem envolver mais seriamente com alguém e que é o clássico “preciso de tempo”. Aliás, se formos ver, não depende de facto da idade: nunca ninguém está verdadeiramente preparado para se comprometer, é como estar preparado para fazer aquele teste de condução (e começar a conduzir), por exemplo, ou estar preparado para casar, para abrir uma empresa ou até mesmo para ter filhos, ou outro projecto de vida significativo que desejemos para a nossa vida, etc.. Nunca estamos “100%” preparados para nada, é sempre um risco que se corre. Mas se realmente queremos, assumimos o desafio e fazemos (simples assim).

Por favor, não me interprete mal. Não significa isto que você não goste da sua namorada. Poderá gostar, sim. Até pode agir com ela como um namorado “normal”. Você pode gostar da companhia dela, gostar do que ela lhe tem a oferecer, você pode gostar de estar perto dela e é por isso que namora com ela e consegue a sua presença.

Talvez até projete na relação com ela algo que tenha que ver com apenas estarem a curtir um bom tempo juntos. Mas muito provavelmente, o leitor sabe que o melhor (pelo menos para si) é que as coisas “andem” SEM que seja feito nenhum tipo de “contrato emocional”. Assim, um homem que pensa ou diz claramente que não quer um relacionamento, ficará com uma pessoa pelo tempo que for conveniente para ele e fará tudo de acordo com as suas próprias regras. Talvez por isso, o leitor receie um “término” na relação caso a esta inconveniente verdade seja (por ela) desvendada, não é?

E pede-me a mim que lhe diga a si como dizer o que não quer dizer (ou talvez sequer reconhecer) mas que convém desdizer para ela não dizer o que poderá tudo isto querer dizer!

Lamento, mas amarrações não é comigo e não sou versada em joguinhos de manipulação emocional.

Meu caro, apesar da “mitologia” presente na nossa sociedade a respeito do que faz (ou não) um psicólogo, permita-me esclarecer-lhe isto. Nós não pomos na boca das pessoas as palavras que são ou deveriam ser das próprias pessoas. E não, também não decidimos que vida é melhor para a pessoa, se deve ser mais dependente ou independente, emocionalmente contido ou efusivo, se deve casar com uma pessoa diferente ou permanecer solteiro e bom rapaz, viver num outro lugar, se deve comer ovos estrelados ao pequeno-almoço ou bacon frito ao jantar.

Porque, neste contexto, obviamente eu não sei o que é melhor para a si. Na verdade, nem sou eu que tenho que vir a saber. Mesmo que estivéssemos os dois, cara-a-cara, no “setting” de terapia, quem pode e deve decidir o que dizer, o que fazer, o que comer, vestir ou beber é… (acho que já adivinhou) você.

Neste sentido, não tenho de ser eu a “saber”, porém, posso e devo (no local certo à hora exata) facilitar-lhe metodologias e ferramentas que o ajudem a si a SABER. Assim, existe algo fundamental que eu/nós, psicólogos, podemos fazer e que, a meu ver, é assim uma espécie de maiêutica ou obstetrícia e que é isto: auxiliar no nascimento da sua individualidade (ou individuação). Auxiliar no processo de nascimento da sua sabedoria interna. E quando esta acorda, meu querido, sabemos sempre o que fazer (ou dizer).

Aliás, como psicóloga, uma das coisas que mais gosto de fazer é facilitar processos de individuação (processo que significa tornar-se um ser único, alcançar uma singularidade profunda, tornando-nos o nosso próprio Si-mesmo). Na verdade, a psicoterapia é “apenas” a melhor ferramenta que encontrei para isso.

Nós, enquanto psicoterapeutas, sabemos como ninguém o quão difícil é as pessoas tomarem decisões de maneira autêntica. Afinal, todos nós estamos demasiadamente acostumados a reagir diante das situações de vida e não a agir, isto é, a decidir.

O ritmo frenético da rotina é um convite sedutor para aderirmos aos modelos e guias “infalíveis” da internet, às “fórmulas mágicas” e ao “manual básico e altamente definitivo” (uhm?!) sobre como se tornar bem-sucedido, equilibrado, saudável, feliz, pleno, vegans, yoguis, ou sobre “como dizer isto?”, “como fazer aquilo?”, etc., etc.

Afinal, quanto mais rápido “eu” chegar lá, melhor. E nada mais justo do que aderirmos a estes ‘atalhos’, não é mesmo?

O que acontece é que por muitas vezes a maioria de nós segue à risca os “modelos socialmente louváveis” ou as “dicas 100% descontextualizadas” e posteriormente percebe que está a viver a vida de outra pessoa ou no fundo, a agir em personagem sem se representar no próprio papel. Ou seja, tomou mais decisões de vida ligadas aos valores e princípios de outras pessoas do que com os seus próprios valores. Ou a viver/ser/dizer de acordo com um “marioneta” que talvez não faça jus ao apelo mais íntimo da sua expressão real (livre e autêntica, sem medo de “ser” e “dizer” na primeira pessoa, de acordo com a infinidade de variáveis que interferem no seu/vosso contexto específico), deixando o outro livre para ser/agir/decidir também por si e de acordo com o que quiser.

Conseguir libertar-se dos padrões coletivos e acolher a nossa essência de maneira livre e criativa é o que descobrirmos ser o verdadeiro caminho para a plenitude, saúde (física e mental) e equilíbrio. E, acredite, o(a) felizardo(a) que se relacionar com alguém minimamente assim tem um “prato” e peras para desfrutar.

Trabalhar para que cada vez mais as características do seu mundo interno guiem as suas atitudes e decisões e não as “fórmulas mágicas” ou os “scripts” enlatados e impessoais encorajados pelo mundo externo, é o que passa a ser a nossa busca quando conseguimos agir de acordo com o que sentimos ser (e dever fazer) a partir do que se entende e atende em relação ao que vem de “dentro” de nós (e naturalmente, encontra expressão no “fora”).

Começamos a sentir existir mais congruência interna (entre aquilo que pensamos, que sentimos e que fazemos) e passamos a tomar decisões e a nos comportar mais de acordo com a nossa essência e valores genuínos do que com as expectativas e padrões sociais. Somente a partir disto é possível construir uma vida autêntica, equilibrada, convicta e relacionalmente feliz.

Mas, então, supondo que você mantém o seu relacionamento numa base de conveniência cómoda com a sua namorada – ou como costumamos dizer “no melhor de dois mundos” (tem a parte interessante do que o relacionamento lhe oferece sem “ter de” assumir um compromisso mais sério com ela) – a pergunta que não quer calar seria: “E quando não for mais conveniente para si?”

Não há respostas definitivas quando se fala de relações. Somos todos diferentes e valorizamos aspetos diferentes. Temos bagagens mais ou menos pesadas, que influenciam, ou não, o curso das nossas vivências. O bolo somado, aliado à personalidade, é que ditará se o equilíbrio e a felicidade de um casal será melhor debaixo de um tecto diferente. No entanto, somos todos absolutamente livres de viver a vida nos próprios termos. E isso aplica-se a si tanto como a ela, sendo que deverá dar-lhe essa oportunidade de escolha, em relação ao que ela decida fazer no dia em que lhe comunicar a sua questão.

Mas uma coisa é certa. Apostar em transmitir-lhe a sua legítima verdade ou necessidade é uma boa opção.

Se por um lado a falta de vontade de viver na mesma casa poderá ser sinal de que há medo (seja por que motivo for, e não duvido – nem um minuto – que o leitor terá os seus) em assumir uma relação (porque é mais fácil a rutura estando em espaços diferentes), poderá ser também indício de que, estando nestes moldes, os sentimentos são, de facto, reais.

Se antes as pessoas casavam e aturavam tudo e um par de botas, agora, aposta-se cada vez mais em modelos de bem-estar, de felicidade e de tranquilidade, e isso é válido tanto para quem quer ir viver junto, como para quem prefere não dar esse passo.

O que importa é que haja um acordo e que a decisão seja do agrado dos dois, sem levantar inseguranças, medos ou incómodos (de parte a parte). Em última análise, saber negociar condições para que todos saiam a ganhar.

Desde que para ambos funcione bem e que não se gerem desequilíbrios, diria que uma boa conversinha, de facto, nesta fase do campeonato, poderá fazer maravilhas. Quanto mais não seja, porque poderá aclarar intenções e isso reforça a confiança. E a confiança é simplesmente o “sangue” que deve correr na veia de qualquer relação que responda por esse nome.

Caro leitor, já percebeu, que “dizeres prontos e infalíveis” para colar à sua boca, relativamente a esta questão, e sobre esta matéria delicada (como delicado é o tecido humano de uma relação a dois), hoje não poderia (nem deveria) aventar.

Mas é importante, e sugiro-lhe, que faça algo que poderá resultar em alguns benefícios:

– Faça uma auto-análise. Por si, em nome do seu auto-conhecimento e em busca da sua paz mas também para que possa assumir a sua responsabilidade no momento em que escolher conversar com a sua companheira sobre esta questão.

– Seria útil que fosse capaz de explicar por que é que não está alinhado com a vontade de prosseguir num compromisso a dois, partilhando a vivência dentro da mesma casa, e/ou verbalizar aquilo que lhe gera mal-estar ou desconforto em relação a essa ideia. A sua honestidade aumentará a probabilidade da sua companheira ser capaz de lidar com este possível conflito de interesses e intenções.

– Procure enfrentar tudo isto com coragem e genuína entrega e conexão. Faça o que estiver o seu alcance para se comunicar honestamente com a sua namorada respeitando sempre os sentimentos dela, sem tentar manipulá-los de alguma forma.

– Preste atenção também aos seus sentimentos. Pergunte-se a si mesmo: “Como é que eu me sinto (a propósito de determinada escolha)?”, “O que é que eu posso fazer para me sentir em paz?”, “Do que é que tenho medo?”.

Que escolhas poderá fazer no sentido de assumir uma postura de autenticidade e transparência, tanto nos relacionamentos, como na vida em geral?

Entender e atender (reconhecendo e valorizando) os próprios sentimentos é essencial para perceber o caminho que podemos percorrer em busca da nossa felicidade.

Mas há uma coisinha que também convém ao leitor saber. Para que consigamos respeitar os nossos sentimentos, muitas vezes, vamos ter de frustrar as expectativas das pessoas que estão a nossa volta – pelo menos, de vez em quando.

Então, se frustrar a sua namorada ao comunicar-lhe o seu ponto, enfrente e encare isso com a maior serenidade possível, e acima de tudo, dê-lhe espaço para ela também se expressar, respeitando sempre qualquer que seja a sua (dela) resolução em face à sua questão.

– Defina de forma clara aquilo que quer para si, para a sua vida e para o seu relacionamento. Qual é o seu propósito? Viver de forma mais harmoniosa, em paz consigo mesmo? Ser verdadeiro consigo mesmo e com os outros? Construir relações mais maduras e equilibradas? Identificar isso permite que se tornem mais claras as suas motivações e intenções e porque é que elas são importante para si.

– Talvez se dê conta de que é mais fácil dizer “Não (quero ir viver contigo)” se lhe explicar, de forma afectuosa, os motivos por que está a fazê-lo. Se disser qualquer coisa como: “Eu não estaria em paz comigo se não fizesse esta escolha” ou “Estou a tentar fazer escolhas que traduzam aquilo que verdadeiramente sinto”, não só não estará a “atacar” ou a “rejeitar” ninguém, como estará a tomar conta dos seus sentimentos.

Somos sensíveis às gotas da chuva, e a nossa alma é feita de açúcar, sabe? Desmancha rapidamente se não foi protegida! O coração humano é manteiga prestes a derreter, sim. Uma frieza extemporânea ou um calor de irritabilidade a mais pode por a perder aquele saboroso gosto no pão de cada dia.

– Encare cada desafio, cada conversa séria, cada necessidade de se posicionar, como uma oportunidade de se expressar honestamente e sem tricôs de conveniência para novelos de rAlação. Se o que o leitor quer até for uma rElação, veja este momento como uma oportunidade para melhorar. Que escolha traduz a sua verdade?

Por outro lado, respeitar a vontade de alguém é assumir que aquela pessoa tem o direito de se sentir de determinada maneira e de fazer o que estiver ao seu alcance para alcançar determinados objetivos (tal como o leitor!). E neste ponto eu consigo ver o retrato de vocês dois perfeitamente juntos (e unidos) como cara-e-coroa da mesma “moeda”.

– Sempre que der por si a forçar atitudes ou a assumir “falas” que sente não serem as suas, ou quando se sentir pressionado a fazer determinada escolha/afirmação, interrogue-se: “Para quê que estou a fazer isto?”, “Que escolha me trará paz?” e pratique-a.

Longe de convenções casamenteiras, as relações podem e devem agregar, adicionar, fazer expandir, acrescentar, fazer de nós pessoas melhores, mais interessantes, emocionalmente mais maduras, menos incompletas. Portanto, estar numa relação como quem está num jogo (“ora mexo esta peça para aqui, ora mexo esta peça para ali” para que tudo resulte como “eu” quero), e de alguma forma pretende “ganhar” esse jogo, é um total contra-senso.

O melhor é cultivar uma vida interessante e com propósito, desenvolver-se e (re)conhecer-se na sua própria expressão mais autêntica e verdadeira, desenvolver habilidades que o ajudem a conectar-se com as necessidades próprias e alheias, aprimorar competências para gerir e processar emoções conflituantes ou conversas difíceis,  aprender estratégias específicas para exercer perante os outros uma comunicação transparente e assertiva, saber conciliar pólos (por vezes antagónicos) entre o amor e o respeito, entre a liberdade e o egoísmo, entre o ser pacífico e o ser passivo, e deixar que as dinâmicas se estabeleçam naturalmente.

Os espaços, os diálogos, os encontros ou desencontros surgem desse cultivo. Ao priorizar o nosso próprio horizonte, indiretamente beneficiamos as nossas relações, mesmo que aparentemente eles não apontem exatamente para a mesma direção. Independentemente de qualquer que seja a rota escolhida, todas as pessoas querem estar ao lado de pessoas que sabem para onde estão a ir.

Na verdade, é muito mais uma questão de sinceridade do que de coragem. É muito mais sobre ter empatia do que ardis gentis. É muito mais sobre porra-coloque-se-no-lugar-da-outra-pessoa do que achar que tem que a indrominar.

Sobre o tema específico que me coloca na sua questão (projeto de viver juntos), o leitor precisa pensar que a sua namorada pode estar a pensar uma coisa sobre vocês, enquanto você pensa outra. Tem ideia do que é isso? É como se a pessoa planeasse um fim de semana consigo enquanto você o planeia com os seus amigos. É como se a pessoa lhe enviasse um link na internet de algo que ela julgava ser super interessante para os dois enquanto você o lê com o ar de “arghh, que chatice”.

E preste atenção. Você não tem de querer ir viver com a sua namorada. Mas precisa dizer-lhe que não quer. Neste sentido, você precisa, sim, de lhe dar algum tipo de justificação (tanto mais quanto forem os dias, meses ou anos desse namoro). Precisa chegar até ela e, sim, dizer-lhe: “Não quero x”. Com isso você liberta a pessoa para o livre arbítrio dela, e liberta-se a si.

A reciprocidade é nestas coisas a melhor resposta. Tanto para o amor, quanto para a indiferença. E lembre-se disto. Muito melhor do que amizades coloridas, namoros ou casamentos, bom, bom é termos parcerias com quem nos relacionamos.

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