Se em tempos chegávamos a uma loja e agarrávamos na primeira coisa que nos aparecia e comprávamos sem pensar duas vezes, hoje as coisas são diferentes. Somos cada vez mais preocupados com o que comemos, vestimos ou usamos.

Estamos mais atentos ao que está escrito nos rótulos, olhamos para as etiquetas das roupas e queremos saber quem as fez, onde as fez e em que condições vive e conhecemos o nome de cada ingrediente presente nos cosméticos. E tudo começou, segundo Emilie Cherhal, diretora da Greenlife, uma das subsidiárias do grupo ECOCERT, com a agricultura biológica.

“O crescimento da Agricultura Biológica leva os consumidores a procurarem opções mais responsáveis a outros níveis e, por isso, a procurarem cosméticos certificados”, explica.  “Depois do ‘boom’ no Norte da Europa e em França, os mercados do sul da Europa e da Ásia são bastante promissores para os cosméticos com certificação biológica.”

Cherhal foi a eleita para suceder a Valérie Lemaire como diretora da Greenlife. Trabalha com o grupo há mais de 13 anos e foi diretora de consultoria especializada no ECOCERT desde 2013, depois de se ter formado na Escola Europeia de Química em Estrasburgo.

Emilie vê nos consumidores uma preocupação cada vez mais crescente relativamente aos produtos que compram, e sente que a relação do ECOCERT com Portugal tem muito a crescer no futuro, especialmente depois de a Garnier ter lançado a sua linha BIO no País. 

Esta parceria começou com esta primeira linha de produtos biológicos, da qual fazem parte nove produtos que se adaptam aos diferentes tipos de pele. Desde uma água micelar de Centáurea Azul que pode ser usada para limpar o rosto e remover a maquilhagem até mesmo da pele mais sensível, a um óleo facial reafirmante de Lavanda, sem esquecer o gel de limpeza refrescante de Erva-Limão, que purifica e equilibra a pele mais oleosa.

Para a diretora da Greenlife, esta preocupação crescente com a sustentabilidade, assim como a aposta da marca, que é reconhecida internacionalmente, em produtos com certificação biológica, faz com que um maior número de consumidores tenha acesso a produtos certificados e, acima de tudo, mais amigos do ambiente.

“A Garnier é uma marca amplamente distribuída, e esta abordagem faz com que os produtos biológicos possam chegar a um vasto leque de consumidores”, diz Cherhal, defendendo ainda que a preocupação na escolha dos produtos deve partir dos próprios consumidores. “Têm de continuar a ter uma abordagem responsável durante as suas compras.”

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Mas o que é que faz de cada um de nós um consumidor responsável? Segundo Emilie, temos de adotar uma postura de preocupação constante quanto à ética, aos impactos sociais, ambientais e económicos que cada um dos nossos produtos poderá provocar. “Um consumidor responsável é, por exemplo, aquele que procura produtos orgânicos, provenientes de comércio justo e sem embalagens ou provinientes de fontes renováveis”, explica.

Os produtos da nova gama Garnier BIO encaixam em todos os critérios referidos por Cherhal. Os ingredientes principais, Erva-Limão, Lavanda, Argão e Centáurea Azul são provenientes de agricultura biológica. Já o produto final é vendido em embalagens de plástico totalmente reciclado, e também elas podem ser recicladas assim que terminar o produto.

Por fim, cada um destes produtos tem certificado biológico garantido pelo ECOCERT. Quer isto dizer que pelo menos 95% dos ingredientes presentes em cada um dos produtos desta gama é de origem natural e 10% de agricultura biológica. Talvez seja por isso que, quando questionada sobre a preocupação com a sustentabilidade dos consumidores, a diretora da Greenlife não tenha hesitado em responder que “estamos no bom caminho.”