“Às vezes deixar crescer os pelos é o que me faz sentir sexy”. Emily Ratajkowski levanta o braço contra as normas

A modelo americana publicou uma fotografia em nome da liberdade das mulheres.

Emily fala sobre a pressão que as próprias mulheres colocam umas sobre as outras

A depilação feminina é um daqueles temas sempre muito controversos. Há quem diga que é uma questão de higiene, há quem a entenda como uma opção pessoal. A verdade é que, quer seja de uma opinião ou de outra, ninguém questiona a liberdade de cada em fazer o que quer. Ter pelos ou não ter pelos é, acima de tudo, uma decisão de cada mulher.

E porque não são só os homens que festejam o crescimento do pelo (No-shave November), em janeiro deste ano as mulheres uniram-se e fizeram o Januhairy, um movimento que desafia uma das normas impostas pela sociedade: a depilação. Durante 31 dias, elas partilharam com orgulho fotografias dos seus pelos nas redes sociais.

Emily Ratajkowski não é novata no assunto. A modelo americana já demonstrou em várias publicações desafiar estes padrões, quer através de movimentos feministas dos quais faz parte, quer através de publicações nas redes sociais. Desta vez, surpreendeu (ou não, para quem a conhece) com uma foto das axilas com pelos.

A publicação foi feita esta quinta-feira, 6 de agosto, no contexto de um ensaio sobre a liberdade nas escolhas das mulheres, que escreveu para a revista americana “Harper’s BAZAAR“.

Emily Ratajkowski

Na publicação no Instragam, a modelo partilhou uma foto dos seus pelos debaixo do braço e disse: “Dar às mulheres a oportunidade de serem o que elas quiserem e multifacetadas como elas podem ser.” No artigo, que também é partilhado no post através de um link, Emily descreve o seu percurso no feminismo e alguns episódios que a fizeram repensar a forma como as mulheres são vistas e tratadas em sociedade. Em relação à depilação, afirma: “Eu costumo gostar de fazer a depilação, mas às vezes deixar crescer os pelos é o que me faz sentir sexy”.

Porque os juízos de valor não partem só de homens, Emily fala sobre a pressão que as próprias mulheres colocam umas sobre as outras. Especialmente, diz, quando se mostram mais sexy ou ousadas, há uma tendência para apontar o dedo.

Numa manifestação em Washington contra a nomeação de Brett Kavanaugh, o atual juiz do Supremo Tribunal dos EUA, acusado de uma tentativa de violação, a modelo foi julgada por outras mulheres que se encontravam também na manifestação a lutar (supostamente) pelos direitos de género. E que crime estava Emily a cometer? Não estava a usar sutiã.

Há milhares de comentários positivos e partilhas, no entanto também há quem a julgue considerando a questão de pouca relevância ou a atitude “patética”. A americana não responde e parece não estar importada, como diz no ensaio: “Sinto-me bem e é uma escolha minha, certo? Não é sobre isso que é o feminismo — escolha?”.

Partilhe
Fale connosco
Se encontrou algum erro ou incorreção no artigo, alerte-nos. Muito obrigado. [email protected]