Só em 2018, foram registados cerca de 764 acidentes de carro e 23 mortes em Moscovo, na Rússia. O governo e a população culparam o aumento de serviços de táxi e de ridesharing no país que fez não só aumentar o número de automóveis na estrada, mas também as incidências de colisão contra a berma das vias.

Em resposta às queixas e à pressão do governo, a Yandex, o maior serviço serviço de táxis no país que agora faz parte da Uber, já fez saber que vai instalar novos dispositivos de reconhecimento facial nos carros. O objetivo? Ser capaz de identificar o estado emocional dos seus taxistas.

A notícia foi avançada esta quarta-feira, 7 de agosto, pela revista “Bloomberg” que diz que os aparelhos vão estar estrategicamente colocados nos vidros do carro para que possa identificar todos os sinais de um trabalhador sonolento ou exausto.

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“O software vai detetar parâmetros como piscar de olhos, bocejos ou movimentos frontais com a cabeça” que indiquem sonolência extrema. Segundo a mesma publicação, este novo serviço tem a capacidade de ler, identificar e reconhecer cerca de 68 pontos faciais para que seja possível “impedir estes taxistas de aceitar mais passageiros”.

Na Rússia, os novos dispositivos já estão em funcionamento em cerca de 100 carros da Yandex mas a “Bloomberg” diz que a ideia é que a tecnologia chegue brevemente a milhares de carros.

Mas esta é uma medida que já está a ser implementada por vários fabricantes de automóveis. Em 2019, por exemplo, a nova versão do Subaru Forester tem incluída a funcionalidade capaz de identificar sinais de fadiga nos condutores.