A Branca de Neve existiu mesmo, era alemã e morreu cega

O famoso conto infantil dos irmãos Grimm, mais tarde filme da Disney, pode ter sido inspirado na história da alemã Maria Sophia von Erthal.

Depois do filme lançado pela Disney em 1937, descobre-se agora que a história pode ser real

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A Branca de Neve é um daqueles contos infantis que parece não sair da cabeça de todos os que o leem. Vamos lá recapitular: o rei, o pai da princesa Branca de Neve, sentia-se sozinho e decidiu voltar a casar. Mais tarde, a madrasta, também conhecida como a Rainha Má, ficou revoltada quando o espelho mágico lhe disse que a enteada era a mulher mais bela do reino e mandou matá-la.

Ao fugir pela floresta, depois de o caçador não conseguir cometer o assassinato que lhe foi ordenado pela Rainha Má, a princesa encontrou a cabana onde viviam sete alegres anões, e aí ficou a morar. Ao descobrir isto, a madrasta da princesa disfarçou-se de uma velha mendiga e ofereceu uma maçã envenenada à Branca de Neve para que esta morresse. No final, chega o príncipe no seu cavalo branco que, com um beijo milagroso, faz a princesa ressuscitar.

Agora que todos estamos a par do famoso conto do irmãos Jacob e Wilhelm Grimm, publicado em 1812 e celebrizado pela Disney 125 anos mais tarde, em 1937, com o lançamento do filme “Branca de Neve e os Sete Anões“, descobre-se agora que a história é inspirada na vida da alemã Maria Sophia von Erthal.

Criada no castelo de Lohr am Main, uma cidade alemã no norte da Baviera, na Alemanha, Maria Sophia von Erthal vivia com o pai e com a madrasta, que se dizia ser muito rigorosa, tal como no conto infantil. Talvez por isso, Maria Sophia nunca casou e morreu cega aos 71 anos, em 1796. Na cidade de Lohr existe também uma floresta que alberga, alegadamente, vários animais perigosos (tal como no conto) e, para se chegar às minas da Baviera, onde não é claro se trabalhavam crianças ou anões, têm de se percorrer sete colinas.

Na história infantil, Branca de Neve percorreu o mesmo número de colinas para chegar à cabana dos anões, onde conheceu o famoso grupo que trabalhava numa mina. No entanto, as semelhanças entre a história de Maria Sophia von Erthal e o conto dos irmãos Grimm param aqui: na realidade, a alemã Maria Sophia nunca foi vítima de uma tentativa de assassinato por parte da madrasta — vamos esquecer a maçã envenenada —, nem tão pouco existiu nenhum príncipe a salvá-la da morte certa.

De acordo com Holger Kempkens, o diretor do museu diocesano da cidade de Bamberg, na Baviera (onde está a lápide de Maria Sophia von Erthal), a história de Sophia serviu como inspiração para o conto que todos conhecemos.

Segundo o canal britânico BBC, os irmãos Grimm chegaram a viver a 50 quilómetros de Lohr am Main, onde se situa o castelo onde a alemã vivia com o pai e a com a madrasta. Em entrevista, o historiador afirma que “a história da vida de Sophia era muito conhecida no início do século XIX”.

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