A 2 de agosto celebra-se o Dia Internacional da Cerveja. Provavelmente não sabe como é que este dia surgiu, nem porque é que calhou num dia tão indicado como a sexta-feira. A ideia era precisamente essa, uma vez que a celebração criada em 2008 definiu como dia de festa a primeira sexta-feira do mês de agosto. E qual é que é o objetivo deste dia? Reunir os amigos e aproveitar para beber uma cerveja (ou várias), celebrar aqueles que as preparam e servem, e ainda unir o mundo de forma a celebrar a bebida apreciada em todos os pontos do globo.

Para marcar este dia, o “The Independent” fez uma seleção de várias expressões relacionadas com cerveja. Este é um mundo bem mais complexo do que parece, sobretudo para quem quer ir além da Sagres ou da Super Bock. Da cerveja filtrada à espuma, sem esquecer termos como Ale, Larger ou Stout, respondemos a todas as dúvidas que sempre o atormentaram sobre esta bebida.

1. Cerveja com elevado grau

Este tipo de cerveja é normalmente produzida com uma maior densidade de mosto (mistura açucarada), sendo por isso mais forte do que as cervejas de baixo grau. O grau é aquilo que mede a densidade da cerveja antes e depois da fermentação.

Matthieu Longuere, gerente do desenvolvimento de vinhos da Le Cordon Bleu, em Londres, explica ao jornal inglês que este modo de produção traz benefícios aos produtores já que é uma forma de “economizarem espaço no tanque e, portanto, reduzirem o custo de produção”.

2. Atenuação da cerveja

Mais um termo técnico que se refere à “conversão de açúcares em álcool e CO2 durante o processo de fermentação”, explica Wilson. A atenuação de uma cerveja é muito alta quando a fermentação é feita durante um grande período de tempo e está na presença de vários microorganismos fermentadores.

3. Cerveja filtrada

O nome já indica que há um processo de filtração. Mas o que é que é filtrado? A levedura, o lúpulo (um dos principais ingredientes da cerveja que confere um sabor amargo, dá aroma e conserva a bebida), as partículas de malte, a cevada e quaisquer outros micróbios que são usados ​​na fabricação da cerveja. É algo tão simples quanto isto e resulta numa cerveja mais consistente.

4. Ale

A fermentação deste tipo de cerveja acontece num ambiente de temperatura relativamente alta, entre os 15 e os 24 graus, ou mesmo mais, de acordo com o que é indicado no site Cervejeiros de Portugal. Após este processo, a levedura sobrenada a cerveja, no fermentador. É assim que se chega a uma gama variada de aromas e sabores, com notas frutadas ou de especiarias.

5. Larger

É necessário que a temperatura esteja entre os 8 e os 14 graus para que se dê a fermentação desta cerveja. Depois, a levedura deposita-se no fundo do fermentador, contrariamente ao que acontece na cerveja Ale. O sabor da cerveja Larger é mais limpo e nota-se uma maior influência dos cereais e do lúpulo.

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6. Lambic

Tem um grau superior a 5% e é tradicionalmente produzida na região de Pajottenland, Bélgica, e em Bruxelas pela cervejaria e museu Brasserie Cantillon. Distingue-se dos outros tipos de cerveja pelo facto de não ser usada levedura na produção, deixando o mosto ao ar livre de forma a que os microrganismos levem à fermentação. “É um estilo de cerveja azeda que é geralmente feito com frutas”, explica Jesse Wilson, fundador da marca de cerveja Jubel.

7. Malte

Malte é um grão de cevada que foi germinado para libertar enzimas que transformam o amido em maltose, ou seja, açúcar. A cor da cerveja depende do tempo de aquecimento deste grão.

“Um malte de cerveja clara terá sido aquecido com uma temperatura muito quente durante um curto período de tempo. Uma cor mais cobre, terá sido aquecida por mais tempo a uma baixa temperatura.” Quanto mais escura for a cerveja, mais intenso será o sabor a caramelo ou a queimado.

8. Stout

É das cervejas de cor mais escura e resulta de um processo de alta fermentação. É produzida com bastante malte torrado, resultando num sabor tostado e uma cor muito escura.

Este tipo de cerveja é considerada das mais fortes, significando também um nível de álcool mais elevado que varia entre os 7% e os 8%. A cremosidade é outra das suas características. O exemplo mais famoso desta cerveja é a Guiness.

9. Cerveja em barril

Não, não é isto que vai pedir quando for a um bar, mas é uma cerveja condicionada em barril que lhe vão servir quando mandar vir uma imperial (ou seja, uma cerveja de pressão). Esta cerveja não é pasteurizada, não é filtrada e as leveduras ainda estão ativas no barril. “Esta é a verdadeira cerveja”, refere Longuere.

10. Pilsner

“É um estilo leve de cerveja, originário da Europa Oriental, que se assemelha a uma cerveja Larger na medida em que é crocante, efervescente e leve”, diz Eames, gerente do bar do restaurante Tredwells Seven Dials, em Londres. Esta cerveja tem um aroma rico e ao mesmo tempo um toque floral proveniente do lúpulo. O teor alcoólico é mais baixo do que uma cerveja Larger, ficando entre os 4% ou 5%.

11. Porter

Cor escura, espuma moderada, aroma e sabor moderado a malte e notas a chocolate, café, caramelo ou castanhas. Esta cerveja é fabricada no Reino Unido e tem um elevado teor alcoólico. A cerveja Porter pode parecer muito semelhante à Stout, mas enquanto a primeira é produzida com cevada de malta, a segunda não.

12. Bitter

Uma Bitter é uma cerveja amarga, normalmente servida à pressão. “Tendem a ser também menos efervescentes do que as Larger, porque o CO2 é fornecido pela levedura que ainda está ativa no barril”, refere Longuere. A Bitter tem um aroma moderado a malte e um corpo médio-leve.

Há várias versões desta cerveja, que vão desde as mais escuras e doces, servidas quase sem espuma, às mais claras, com grande quantidade de espuma.

13. Cevada

Este nome dificilmente não é reconhecido. É que é o principal ingrediente usado na produção de cerveja: “A cevada de malte é um grão comum do qual o amido é extraído durante o processo de fermentação para extrair os açúcares necessários para serem transformados em álcool”, explica Wilson.