Autora de “O Sexo e a Cidade” fala sobre ser mulher (e sobre sexo) aos 60 anos

Fez uma pausa nos homens de 5 anos e admite ter sentido falta de sexo. A escritora fala das diferenças da vida sexual nos anos 80 e agora.

A 6 de Agosto, a escritora lança o novo livro "Ainda Há Sexo na Cidade?"

A mulher que pôs tantas outras a sonhar com Nova Iorque, roupas de luxo e sapatos Manolo Blahnik, e cuja história inspirou uma das séries mais vistas de sempre, “O Sexo e a Cidade“, fala agora sobre como é a vida aos 60 anos.

Candace Bushnell, que tal como Carrie Bradshaw, era uma colunista nova-iorquina que escrevia sobre sexo, agora tem uma vida completamente diferente da que tinha quando escreveu os livros que levaram à criação da série. Divorciada e sem filhos, a escritora decidiu mudar tudo: foi viver para Connecticut e esteve dedicada a todas as áreas, menos a dos homens.

Nesse período que durou cinco anos, Candace Bushnell fez uma pausa no sexo: “Não é assim tanto tempo quando se tem a minha idade. Conheço mulheres que passaram mais tempo sem sexo. Se tive saudades de sexo? Claro que sim. Quem não gosta? Mas é tudo o que está à volta do sexo que eu não tive saudades, como encontrar a pessoa com quem fazê-lo”, explicou ao “Daily Mail“.

Passados estes cinco anos, a escritora decidiu voltar às origens. De volta a Nova Iorque, Candace Bushnell tem um namorado há dois anos e está prestes a lançar mais um livro, “Ainda Há Sexo na Cidade?”. Mais uma obra inspirada na sua vida, mas desta vez no pós-divórcio, naquilo a que chama de tristeza da meia-idade e ainda nas dificuldades de começar de novo quando se tem 50 anos. Para a autora de “O Sexo e a Cidade”, fazer 60 anos foi um alívio.

Para se manter jovem, Candace Bushnell admitiu recorrer ao botox com regularidade, fez preenchimentos e já chegou até a considerar fazer um rejuvenescimento vaginal. No livro admite também que a primeira refeição que faz é às 16 horas.

Olhando para o conceito de dating dos tempos modernos, a autora afirma que as mulheres estão mais zangadas e frustradas. “As mulheres têm as mesmas queixas sobre os homens que tinham antigamente, mas estas queixas agora são mais duras. Parecem mais zangadas. A rejeição e a incerteza da comunicação online magoa a alma das pessoas.” Para Bushnell, estes sentimentos também vêm do facto de há umas décadas os homens estarem mais focados no prazer da mulher do que estão agora.

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