Já tem O Talho, para quem gosta de carne, A Cevicheria, para quem prefere peixe, e conta com um lugar no Mercado da Ribeira, o Surf and Turf, onde serve o melhor destes dois mundos.

Pelo meio, Kiko Martins decidiu abrir-se aos paladares orientais com O Asiático, ali no início da Rua da Rosa, no Bairro Alto, e agora, dá-lhe uma volta para que, sem sair da Ásia, ganhe um toque especial do Japão.

Barra Japonesa

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Morada: Rua da Rosa, 317, Lisboa
Horário: 12h-17h

A Barra Japonesa foi montada na entrada do restaurante, uma forma de aproveitar o espaço e até de abrir mais o espaço ao público. “Esta parte era tão escura e como tínhamos um segurança à porta, até a minha mãe tinha medo de cá entrar”, brinca o chef Kiko, já de mangas arregaçadas e faca na mão, ainda que os cortes sejam especialidade de Bruno Gomes.

O sushiman que trabalhou no também asiático Nood, em Lisboa, é o responsável por tudo o que se passa naquele novo balcão. “Eu tenho a paixão, mas não tenho a técnica. Como tenho bichos carpinteiros e não consigo ficar parado, chamei o Bruno para me ajudar a pôr isto a andar”, explica aos jornalistas que foram conhecer, em primeira mão, os pratos que compõem o menu que pode já ser explorado, tanto ao almoço como ao jantar, todos os dias da semana.

Dele fazem parte niguiris, gunkans, tártaros e combinados, como é habitual. A diferença aqui está na junção de sabores. É que ainda que seja fã da tradição, o sushi aqui não é tradicional. “Bruno, que nome é que lhe podemos dar?”, pergunta. O sushiman sugere “contemporâneo” e Kiko confirma. “É isso, sushi contemporâneo. Se digo de fusão toda a gente pensa em queijo Philadelphia e isso é coisa que não entra em nenhum dos meus restaurantes”, garante.

E de um só peixe se faz uma noite de sushi. É assim no U.M.I

Agora mais seguros, abrimos o paladar ao que chef nos dá a provar, quase tudo servido e comido à mão. “Quando fui ao Japão, visitei um dos restaurantes mais tradicionais de Tóquio e foi assim que me serviram, à mão. E mais, sabem o que eles punham em cima dos niguiris? Flor de sal”, diz Kiko, antes de nos passar a primeira peça: um niguiri de toro com, claro está, flor do sal. “Assim nem precisam de pôr molho de soja”, explica.

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A partir dai segue-se uma festa de niguiris de lírio (5,20€) e de salmão, manga e kimquat (4,50€). Os gunkans  — peças fortes desta carta — podem ser de king crab e ikura (um tipo de ovas de peixe, 5,90€), de lírio, foi gras e soja trufada (5,40€), espadarte e alga codium (4,20€) ou de gamba do Algarve e wasabi (4,80€). “Eu alimentava-me só de gunkans facilmente, então deste de king crab”, exclama Kiko. Já a nossa escolha vai para o salmão, gamba e tapioca trufada (13,40€), um dos pratos que a carta chama de “especiais”. Aí constam também o lírio com gengibre e laranja (12,90€), o tataki de espadarte (13,20€) e o tártaro de carne wagyu e arroz frito (15,90€).

Todo este sushi é servido num balcão com lugar para 11 pessoas e ainda numa mesa para quatro. Vai ser possível, na sala do Asiático, pedir dois combinados da Barra, de 15 ou 22 peças (27,10€ e 39,10€, respetivamente).

Só este ano, Kiko Martins já fechou a Cevicheria para obras em janeiro, transformou o Asiático para receber a Barra Japonesa e em setembro, sem revelar pormenores, vai inaugurar um novo restaurante. “Este vai ser em grande”, garante.