Força Aérea Portuguesa passa a permitir tatuagens (mas não é em todo o lado)

Os candidatos já podem apresentar tatuagens, mas apenas em alguns locais do corpo e mediante determinadas regras.

As tatuagens nas mãos, cabeça, rosto e pescoço continuam a ser proibidas

Cory Woodward / Unsplash

A Força Aérea Portuguesa alterou as suas regras quanto aos critérios de recrutamento, nomeadamente em relação às tatuagens. E ao contrário do que se passava até à data, em que esta arte corporal não era permitida de todo nos candidatos, as tatuagens vão passar a ser permitidas — com algumas regras.

A 22 de julho, e através da página oficial de Facebook do Centro de Recrutamento, a Força Aérea publicou uma imagem ilustrativa das novas regras. De acordo com estas novas informações, as tatuagens passam a ser permitidas em todo o corpo, à exceção das mãos, cabeça, rosto e pescoço.

Para além disso, esta entidade deixa o alerta de que as tatuagens “não devem conter conteúdos discriminativos em função do género, religião, raça, nacionalidade ou etnia, ou evidenciar afiliação a grupos políticos e sociais”.

Na legenda da imagem, pode ler-se “Tatuagens. A pensar em ti, a Força Aérea alterou as regras”, numa indicação de que estas mudanças teriam sido colocadas em prática para permitir a entrada a mais candidatos.

Com mais de mil gostos e quase 200 comentários (até à data de publicação desta notícia), a publicação da alteração dos critérios de recrutamento agradou a alguns.

A imagem ilustrativa com a alteração das regras em relação às tatuagens

Depositphotos

“Há que nos adaptarmos aos tempos! Além disso, uma tatuagem não define delinquentes, da mesma forma que fatos e gravatas não definem pessoas decentes”, “Não uso tatuagens, mas há muito que se impunha o respeito pela individualidade que não afete a operacionalidade. Parabéns”, foram alguns dos comentários positivos deixados na página.

Porém, nem todos receberam a notícia com alegria, e há quem alegue que a Força Aérea não alterou as normas por pensar nos candidatos que ficavam de fora, mas sim por precisarem de recrutas.

“Em 2015 completei tudo. Não entrei devido a uma tatuagem de tamanho reduzido, no bicípite. Digam antes: ‘A pensar na escassez de bons operacionais, permitimos tudo'”, “A pensar no candidato ou na instituição que está a precisar de efetivo?” e “Finalmente saíram da idade das trevas, apesar de serem obrigados pela falta de mão de obra” são apenas alguns exemplos.

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