Estudo. Casais conhecem-se cada vez mais online

A investigação questionou mais de 3 mil casais e chegou à conclusão que 39% deles se conheceram pela internet.

O estudo foi um esforço conjunto da Universidade de Stanford e do Novo México

Longe vão os tempos em que os namorados se conheciam na escola, na praia ou num supermercado – uma cena tipicamente hollywoodesca – e juravam amor eterno. Hoje em dia, segundo um estudo da Universidade do Novo México e da Universidade de Stanford, os casais conhecem-se cada vez mais online. A investigação ainda não foi publicada mas já se encontra provisoriamente aceite pela entidade que regula os estudos sociais norte-americanos publicados desde 1915.

A investigação analisou dados de 2017 e afirma que 39% dos casais de sexo oposto se conheceram pela primeira vez online. Por sua vez, o número de casais que se conheceu pelos métodos tradicionais (no trabalho, através de amigos ou da escola) baixou. Isto quer dizer que o primeiro contacto entre os casais é maioritariamente feito pela internet ou telemóvel do que por pessoas intermediárias.

O estudo envolveu uma amostra de 3.510 casais heterossexuais, aos quais lhes foi feita a pergunta “Como se conheceram?”. Em 1995, 2% dos casais conheceu-se pela internet, em 2000 a percentagem passou para 5% e em 2010 o valor quadruplicou e passou para os 20%.

Estes dados têm vindo a ser atualizados periodicamente desde 2009 e mostram a tendência crescente de os casais se conhecerem online. No entanto, esta versão não apresenta casais do mesmo sexo ou não binários (que não se identificam com o género feminino ou masculino). Isto porque os investigadores acreditam que estes casais têm mais razões para usar a internet e conhecer potenciais parceiros.

“A internet tem vindo a substituir a família como intermediária para a formação de novas uniões. A remoção ou subordinação da parte humana entre dois partidos, é uma parte fundamental do aparecimento social da internet”, conclui o estudo partilhado em junho.

Para esta conclusão, os investigadores acreditam existir quatro razões: uma maior variedade de pessoas à disposição; um sítio livre onde as preferências e atividades podem ser expressas sem o julgamento da família ou amigos próximos; uma informação atualizada sobre quem está disponível; e a promessa de compatibilidade por parte de aplicações.

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