A história passa-se numa altura pós-Guerra Civil nos Estados Unidos da América e acompanha oito personagens que são obrigadas a ficarem retidas numa cabana devido a uma tempestade de neve. Falamos de “Os Oito Odiados” que, como qualquer filme de Quentin Tarantino, é composto por personagens eticamente duvidosas e que veem no caos a desculpa perfeita para resolver os problemas à lei da bala.

Lançado em 2016, o filme foi polémico e houve várias vozes que se insurgiram e o acusaram de expressar uma visão misógina e violenta. É que a personagem interpretada por Jennifer Jason Leigh (“Eclipse Total”) é a única mulher de maior relevância na história e tem como único propósito servir com saco de pancada para todos os homens do filme.

O final é extremamente gráfico e termina com dois homens a enforcar a mulher enquanto se riem e desfrutam do momento. Apesar das críticas, a atriz defendeu o realizador e acrescentou que a violência sofrida pela sua personagem serviu como um comentário ao sexismo dos EUA.

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Se o final deste filme é polémico, o que dizer de “Titanic”, que terminou com Jack (Leonardo DiCaprio) a morrer vítima de hipotermia? Cerca de 42 anos depois, muitos fãs ainda acreditam que o personagem poderia ter sobrevivido se Rose (Kate Winslet) o tivesse deixado subir para a porta de madeira que a manteve a flutuar no oceano.

No entanto, a revista “Business Insider” escreve que aquilo que achamos que sabemos sobre o final do filme de James Cameron não corresponde à realidade. É que o objeto que mantém Kate à deriva não é uma porta, mas sim um pedaço dela.

No argumento do filme, disponível na internet para consulta, o objeto é caracterizado como “um pedaço dos destroços de madeira” incapaz de suportar o peso de Jack e Rose.

“Quando Jack tenta subir para cima daquilo, a madeira fica submersa e quase expulsa Rose para dentro de água. Claramente só é capaz de suportar o peso dela”, lê-se.

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A mesma publicação escreve ainda que o jornal irlandês “Daily Edge” decidiu investigar a fundo o tema e descobriu um dos destroços do verdadeiro Titanic que terá servido de inspiração para aquela cena.

O pedaço de madeira está em exposição no Museu Marítimo do Atlântico, no Canadá, e é apresentado pela instituição como uma parte da decoração da porta de madeira do navio — daí que não tenha sido capaz de suportar os corpos de ambas as personagens na cena final.

Segundo o museu, aquele objeto à base de carvalho “foi replicado e construído para ser usado na cena mais importante do filme em que Rose se consegue salvar estando à deriva em cima dos escombros da embarcação.”