As polémicas não dão tréguas a Meghan Markle. Depois de a 10 de julho ter ido, em família, assistir a um jogo de polo, a duquesa de Sussex foi acusada de segurar incorretamente Archie, de dois meses, o mais recente membro da realiza britânica.

Nas redes sociais, não tardaram a surgir críticas referentes à forma como se vê a ex-atriz a segurar no bebé. Há quem chegue a sugerir que esta recorra a lições para aprender. Mais: há quem a tenha descrito como não sendo “mum material”, acusando-a de pôr em risco a saúde de Archie.

As críticas fazem sentido? Partindo da imagem que gerou a polémica (e, atenção, que um flash dura segundos, portanto, pode ter sido só um azar), sim, fazem. Porquê? Porque não está a apoiar a cabeça e o pescoço do bebé, um erro que faz com que esta zona do corpo fique instável, podendo, por um lado, levar a criança a cair para trás e, por outro, resultar em lesões no pescoço ou coluna vertebral, explica Risa Klein, uma parteira e enfermeira de Manhattan, ao “Insider“.

Babywearing. São as opiniões das consultoras mais válidas do que as dos pediatras?

É que esta parte do corpo demora algum tempo a desenvolver-se. Os bebés não têm a força dos adultos no pescoço — só por volta dos quatro meses é que eles são capazes de suportar o peso da sua própria cabeça. É por isso que, até lá, os adultos devem fornecer-lhes o apoio necessário.

“É uma questão de segurança”, diz à revista americana a enfermeira, que acrescenta que a fisiologia dos bebés faz com que eles precisem de um suporte para aguentar com o peso da cabeça.

Há uma técnica de apoio especifica: os pais devem colocar a mão esquerda na base do crânio do bebé e o dedo indicador e polegar nos dois lados do pescoço, de forma a fornecer o apoio de que ele precisa, evitando assim as potenciais lesões.

No caso de a mãe estar a amamentar, pode apoiar a cabeça do bebé na dobra do cotovelo esquerdo — o antebraço pode estar estendido ao longo das costas e espinha dorsal, com a mão a segurar o rabo, de forma a dar-lhe estabilidade. Assim, a outra mão fica livre para o que for necessário.

A enfermeira sugere que, para situações em movimento — como no caso de Meghan Markle —, as mães utilizem um sling para transportar os bebés — as duas mãos ficam livres e o suporte é garantido. Klein aconselha ainda que, para as mães que têm dúvidas sobre a forma como carregar o filho, se contrate uma especialista em pós-parto que ensine o método ou ainda que participem em aulas de grupo, que ensinam as regras mais importantes. Afinal, ninguém nasce ensinado.