Terapeuta de casais explica como se deve convidar alguém para um primeiro encontro

Uma terapeuta de casais diz que a estratégia é praticamente infalível. Pista: ponha a tónica na atividade e não no encontro em si.

Use os seus próprios interesses como gancho para fazer o pedido — mas foque-se em coisas simples

Entre o despertar do interesse por alguém e o momento em que nos encontramos a sós com ela existem alguns obstáculos, nomeadamente a capacidade de reunir forças para a convidar para sair pela primeira vez. É que esse acontecimento é quase uma declaração onde se ouve: “Acho-te piada, quero estar contigo a sós.” Toda a gente sabe.

Ter coragem para dar o primeiro passo mostra confiança e à-vontade, duas características que abonam muito a favor de quem faz a proposta. Mas há formas de o fazer, umas mais eficazes do que outras.

Chloe Carmichael, a terapeuta de casais que responde às questões dos leitores na edição americana online da “Woman’s Health”, diz que há uma estratégia que quase sempre garante o “sim”. O que terá de fazer é pensar em coisas que queira fazer, independentemente da companhia. “E usem isto como gancho para o encontro”, explica a psicológica.

Esta atividade, diz, deverá durar menos de 90 minutos e deverá ter uma curva de aprendizagem nula — ou seja, nada de caminhadas de um dia ou de workshops complicados. Porquê? É que “quantas mais variáveis se adicionarem, maior o risco de a pessoa não alinhar.” Além disso, “quanto maior o compromisso implícito, maior é a declaração sobre o nível de interesse.” Para primeiro encontro, não queremos isso.

Chloe Carmichael dá o seu exemplo preferido: “Há um novo restaurante de sushi. Estava a pensar em ir experimentar na quinta-feira. Queres-te juntar?”.

Assim, mais do que dar ênfase ao facto de querer passar tempo com a pessoa (que quer, mais do que tudo, nós sabemos), a tónica daquele encontro estará em cima daquela novidade que é o restaurante. Está a tirar pressão de cima da pessoa, ela sente-se mais à-vontade para dizer que sim e, ao mesmo tempo, está a demonstrar que está atento ao mundo.

Apesar de um sim quase garantido, não podemos descartar completamente a hipótese do “não”. Mas, até aí, esta estratégia tem vantagens. É que o “não” tem mais probabilidade de ter outras causas e de não ser definitivo. Por exemplo: “Não gosto de sushi, vamos antes a um italiano” ou “Quinta-feira não posso, mas posso na terça-feira da semana seguinte.”

Se a tampa for definitiva, não há crise. É porque era para não ser. E mais vale tentar do que ficar para sempre na dúvida.

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