Depois de “Surviving R. Kelly”, o documentário focado nas alegações de que o músico terá violado várias mulheres ao longo de 20 anos, R. Kelly foi preso esta quinta-feira, 11 de julho, em Chicago, nos Estados Unidos da América.

Segundo a revista “Variety”, a detenção do cantor teve como base as acusações de obstrução de justiça, posse de pornografia infantil e tráfico sexual. A detenção acontece cinco meses depois de o artista ter sido acusado de abuso sexual — queixas essas que duram há quase duas décadas, já que as primeiras acusações surgiram ainda no final dos anos 90.

O músico é acusado de ter violado quatro raparigas — pelo menos três delas menores — com idades entre os 13 e os 16 anos, entre 1998 e 2010. Caso seja condenado, a pena de R. Kelly pode ir até aos 30 anos de prisão.

“Surviving R. Kelly” já estreou e pode fazer mossa

Face às primeiras alegações, o músico declarou-se inocente. No entanto, a mesma publicação escreve que, em 2000, um vídeo surgiu nas redes sociais onde mostrava R. Kelly a ter relações sexuais com uma vítima menor de idade.

Depois do documentário “Surviving R. Kelly”, que contou com entrevistas a mais de 50 pessoas, a sua editora fez questão de se desmarcar das acusações e da polémica em que estava envolvido e quebrou o contrato com artista. 

Fontes próximas do músico dizem que após a estreia do documentário, em janeiro, o artista não reconheceu metade dos entrevistados e adiantou ainda que grande parte deles eram pessoas que o odiavam por razões pessoais ou profissionais.