Google admite ouvir áudios dos clientes da tecnologia Google Assistant

Em causa está o desenvolvimento de funções, como o reconhecimento de voz ou inteligência artificial, diz a gigante tecnológica.

Foi aberta uma investigação depois de um dos funcionários da gigante tecnológica ter divulgado áudios da Holanda

Os funcionários da Google ouvem os áudios dos clientes transmitidos para os altifalantes inteligentes instalados na tecnologia Google Assistant — Home Assistant, admitiu a gigante tecnológica esta quinta-feira, 11 de julho, justificando que as escutas servem para que funcionários especializados em idiomas possam analisar apenas fragmentos destes ficheiros, de forma a melhorar a tecnologia de reconhecimento de voz.

De acordo com a Google, o processo serve também para o desenvolvimento do sistema de inteligência do Google Assistant, utilizado no sistema alta voz do Google Assistant e nos smartphones Android, com o intuito de responder a comandos de voz dados pelo utilizador, tornando-se capaz de responder a perguntas — como por exemplo o clima.

Em comunicado, a Google disse que um pequeno número de gravações foi transcrita pelos especialistas e revelou que uma investigação foi iniciada após um dos funcionários a desempenhar estas funções ter divulgado ficheiros áudio de holandeses.

“Fazemos parcerias com especialistas em idiomas de todo o mundo para melhorar a tecnologia de fala, transcrevendo um pequeno conjunto de áudios — este trabalho é fundamental para o desenvolvimento da tecnologia que potencializa produtos como o Google Assistant”, disse.

“Acabámos de saber que um desses revisores violou as nossas políticas de segurança de dados, divulgando dados de áudio confidenciais de holandeses.”

A Google diz ainda que “as equipas de resposta de segurança e privacidade foram ativadas”, que estão a “investigar” e que “providências” serão tomadas. No mesmo comunicado, acrescenta: “Estamos a fazer uma revisão completa das nossas salvaguardas neste espaço para prevenir que erros como este voltem a acontecer.”

Não é a primeira vez que se dá o caso de escutas não autorizadas. No início deste ano, um relatório da Bloomberg divulgou que a Amazon ouvia algumas das interações dos utilizadores com a assistente de voz Alexa. A gigante tecnológica confirmou e, tal como a Google, explicou que o processo servia também para o desenvolvimento de sistemas de inteligência artificial.

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