Autora acusa “Toy Story 4” de não dar voz às minorias sociais e de ser contra o feminismo

O filme está prestes a estrear-se em Portugal mas há quem não tenha gostado daquilo que viu nas salas de cinema.

Stella Duffy criticou o filme no programa "Saturday Review" da "BBC Sounds"

Disney Pixar

O novo filme da Disney-Pixar, “Toy Story 4“, está prestes a estrear-se em Portugal — chega esta quinta-feira, 27 de junho. No Reino Unido o filme fez a sua primeira exibição nas salas de cinema na passada sexta-feira, 21 de junho, mas houve quem não gostasse muito daquilo que viu.

Durante o programa “Saturday Review“, da “BBC Sounds“, a autora de romances Stella Duffy deixou algumas críticas ao novo filme da saga que tem marcado gerações desde 1996. A escritora britânica de livros como “The Hidden Room” ou “London Lies Beneath“, começou por apresentar-se, dizendo o seu nome e que não tinha gostado do “Toy Story 4”.

Na sua intervenção, a escritora de 56 anos acusou a Disney de não ter qualquer ator negro a interpretar uma das personagens principais do novo filme de animação. “A sério, estamos em 2019! O que é que a Disney faz na Terra depois de fazer um filme em que nenhuma das personagens principais é negra?”, questionou.

“Sim, talvez em 1995 — o que também estava errado na época, na verdade — mas agora, a sério, onde é que todos os brinquedos humanoides são branco? É apenas chocante!“, revelou.

Mas as críticas não se ficaram por aqui. De seguida, Stella Duffy também acusou a personagem Bo-Peep — a apaixonada de Woody — de não ser feminista. “Ela ainda se vai apaixonar, ela ainda vai ter o ‘felizes para sempre’ e isso não é feminismo!”, declarou.

Após estas declarações, a anfitriã do programa, Ayesha Hazarika, perguntou a opinião a outro convidado que afirmou que o filme parecia estar bom e que estava muito pormenorizado. A escritora não perdoou e atirou: “Parece bom — mas a Disney deve ter uma boa aparência. Tem que haver conteúdo para a história também!”.

De acordo com a “Unilad“, estas observações podem ter algum fundamento. Um estudo da UCLA revela que, apesar do número de mulheres e de atores negros ter crescido ao longo do tempo, a indústria do cinema ainda está longe de ser igualitária — sendo que apenas dois em cada dez das personagens principais são pessoas de cor, enquanto as mulheres representam apenas 32,2%.

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