Esteve na marcha do orgulho gay, em Pittsburgh, nos Estados Unidos, a distribuir abraços (com uma t-shirt que dizia “abraços grátis de um pai”) e as fotografias tornaram-se virais. O que Howie Dittman não esperava era que esse gesto ganhasse uma dimensão mundial.

Foi através da sua página oficial de Facebook que Howie, ainda incrédulo com a dimensão que as imagens tinham ganho, falou para todos os pais. “Demos centenas de abraços. Alguns foram abraços felizes. Mas outros foram como estes dois… e há muitos mais como estes”, começa por escrever.

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Uma das pessoas que abraçou Howie era um jovem de 19 anos, que tinha sido abandonado pela família depois de se assumir como homossexual.

“Foi expulso de casa quando os pais descobriram e desde então que nunca mais voltaram a falar. Ele chorou, e soluçou, no meu ombro. Com todas as forças que tinha. Senti um bocadinho da dor que ele leva consigo a cada minuto de cada dia. Ele foi abandonado por amar quem ama”, lamenta.

O segundo abraço do qual Howie se lembra foi entre ele e uma rapariga. Segundo escreve, o encontro foi inesperado porque estava distraído. Mas quando ela se aproximou dele já as lágrimas caíam.

As duas imagens que ficaram virais

Howie Dittman

“Ela abraçou-me com tudo o que tinha e eu abracei-a de volta. Agradeceu-me várias vezes e até hoje ainda não a consegui esquecer. O que ela deve ter passado com a família… a mesma que deveria estar ali sempre que ela precisasse. Não conheço a sua história mas não é difícil assumir que ela perdeu aqueles que a deveriam amar para sempre.”

No seu texto, que atualmente já conta com mais de 371 mil gostos e 266 mil partilhas, Howie pede a todos os pais para que não se tornem nas pessoas que abandonam os filhos.

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“Imaginem isto, pais. Imaginem que o vosso filho ou a vossa filha se sente tão perdida de vocês que é capaz de se afundar nos braços de um estranho — apenas porque o estranho está a usar uma t-shirt a oferecer abraços de um pai. Pensem na profundidade da sua dor e não os abandonem. Vejo demasiadas pessoas assim, de todas as idades”, conclui.