Existem dois tipos de pessoas: aquelas cujos namorados que têm ao longo da vida não podiam ser mais diferentes uns dos outros e aquelas que parece nunca saíram do mesmo género, estejamos a falar de características físicas ou psicológicas.

Também é verdade que à medida que amadurecemos os nossos interesses mudam, o que explica facilmente o porquê de procurarmos pessoas diferentes em idades diferentes — e se aos 18 anos o surfista que passa o dia na praia sem fazer nada nos parece perfeito, aos 30 já olhamos para esse tipo de pessoa como alguém desocupado e sem grandes ambições.

Mas será que cada homem ou mulher tem mesmo um “tipo” de pessoa pelo qual é mais atraído? Um estudo publicado a 10 de junho diz que sim, e que o mais provável é que esteja sempre a procurar os mesmos traços nos seus possíveis pretendentes, mesmo quando acredita que as suas prioridades mudaram.

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A investigação salienta que as pessoas têm preferências fixas quanto ao nível de educação, idade, altura e cor de cabelo, e que acabam por procurar sempre essas mesmas caraterísticas nos potenciais companheiros.

Para chegar aos resultados do estudo, os investigadores usaram um método de questionário a que se dá o nome de “German Family Panel” e fizeram as perguntas a uma amostra inicial de 12 mil participantes. Ao longo de nove anos, os especialistas mantiveram-se a par dos relacionamentos dos participantes, que deveriam pedir aos companheiros atuais para preencher o mesmo questionário de personalidade que os membros da amostra já tinham completado previamente, aquando da sua inscrição no estudo.

Nove anos e centenas de questionários depois, os investigadores conseguiram reunir 332 participantes que tinham mantido, nesse período de tempo, pelo menos duas relações com companheiros que tinham concordado em participar no estudo.

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Assim, os resultados demonstraram que os atuais companheiros dos participantes descreviam as suas personalidades de uma forma muito idêntica às personalidades dos antigos parceiros. Na grande maioria dos casos, a semelhança foi analisada apenas entre dois companheiros, mas para 29 participantes que tiveram mais de dois parceiros a preencher o questionário, os resultados foram os mesmos.

Mas as descobertas não ficam por aqui: para além de ter sido encontrada uma semelhança entre as pessoas pelas quais os participantes do estudo se sentiam atraídas, a investigação também comprovou que os membros da amostra procuravam parceiros com personalidades parecidas com a sua, o que acaba por explicar o porquê de também procurarmos amigos com interesses e formas de pensar parecidas com as nossas.