Não vale a pena fugir, escolhemos sempre o mesmo tipo de namorado

Por mais que considere os seus antigos parceiros todos diferentes uns dos outros, eles podem ter muitas coisas em comum.

As pessoas tendem a procurar sempre as mesmas caraterísticas, tais como educação, idade e cor de cabelo

Toa Heftiba / Unsplash

Existem dois tipos de pessoas: aquelas cujos namorados que têm ao longo da vida não podiam ser mais diferentes uns dos outros e aquelas que parece nunca saíram do mesmo género, estejamos a falar de características físicas ou psicológicas.

Também é verdade que à medida que amadurecemos os nossos interesses mudam, o que explica facilmente o porquê de procurarmos pessoas diferentes em idades diferentes — e se aos 18 anos o surfista que passa o dia na praia sem fazer nada nos parece perfeito, aos 30 já olhamos para esse tipo de pessoa como alguém desocupado e sem grandes ambições.

Mas será que cada homem ou mulher tem mesmo um “tipo” de pessoa pelo qual é mais atraído? Um estudo publicado a 10 de junho diz que sim, e que o mais provável é que esteja sempre a procurar os mesmos traços nos seus possíveis pretendentes, mesmo quando acredita que as suas prioridades mudaram.

A investigação salienta que as pessoas têm preferências fixas quanto ao nível de educação, idade, altura e cor de cabelo, e que acabam por procurar sempre essas mesmas caraterísticas nos potenciais companheiros.

Para chegar aos resultados do estudo, os investigadores usaram um método de questionário a que se dá o nome de “German Family Panel” e fizeram as perguntas a uma amostra inicial de 12 mil participantes. Ao longo de nove anos, os especialistas mantiveram-se a par dos relacionamentos dos participantes, que deveriam pedir aos companheiros atuais para preencher o mesmo questionário de personalidade que os membros da amostra já tinham completado previamente, aquando da sua inscrição no estudo.

Nove anos e centenas de questionários depois, os investigadores conseguiram reunir 332 participantes que tinham mantido, nesse período de tempo, pelo menos duas relações com companheiros que tinham concordado em participar no estudo.

Assim, os resultados demonstraram que os atuais companheiros dos participantes descreviam as suas personalidades de uma forma muito idêntica às personalidades dos antigos parceiros. Na grande maioria dos casos, a semelhança foi analisada apenas entre dois companheiros, mas para 29 participantes que tiveram mais de dois parceiros a preencher o questionário, os resultados foram os mesmos.

Mas as descobertas não ficam por aqui: para além de ter sido encontrada uma semelhança entre as pessoas pelas quais os participantes do estudo se sentiam atraídas, a investigação também comprovou que os membros da amostra procuravam parceiros com personalidades parecidas com a sua, o que acaba por explicar o porquê de também procurarmos amigos com interesses e formas de pensar parecidas com as nossas.

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