Decorria o ano de 1973 quando aconteceu um dos crimes mais violentos do Reino Unido, na cidade de Worcester. David McGreavy, que na altura tinha 21 anos, assassinou três crianças, mutilou-as e empalou-as nas grades do jardim. A partir desse dia, passou a ser conhecido como o Monstro de Worcester.

Nessa altura, David encontrava-se hospedado na casa da família Ralph, onde tratava das crianças enquanto os pais, Clive Ralph e Elsie Urry, estavam a trabalhar. A 13 de abril de 1973, David McGreavy não aguentou os choros da pequena Samantha, de 9 meses, e partiu para a violência. De acordo com o jornal “Express“, o homem estaria um pouco alcoolizado.

McGreavy espancou a criança até à morte, partindo-lhe o crânio. Depois estrangulou o irmão Paul, 4 anos, com um fio, e cortou a garganta à irmã Dawn, 2 anos. Não ficou por aqui: de seguida, utilizou uma forquilha para mutilar os corpos e empalou-os na grade do jardim da casa.

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Algum tempo depois acabou por ser apanhado pela polícia local enquanto deambulava pela rua. Quando questionado sobre o porquê de ter cometido aquele crime, David respondeu: “Isso é o que eu tenho tentado descobrir”.

O homem foi condenado a prisão perpétua, com um mínimo de 20 anos, depois de se ter declarado culpado num julgamento que durou apenas oito minutos, segundo informa o jornal “The Sun“.

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Agora, 46 anos depois, o Monstro de Worcester foi libertado pelo Parole Board, um conselho de liberdade condicional. A decisão é de dezembro do ano passado, após terem notado que David tinha “mudado consideravelmente” e já não representava “um risco significativo”.

Em declarações à BBC, a mãe das crianças, Elsie Urry, ficou furiosa quando recebeu a notícia do apoio à vítima, esta terça-feira, 11 de junho.

“Disseram-me que ele ia ficar preso a vida toda. Ele levou três vidas. Há outros prisioneiros que não fizeram metade do que ele fez com os meus filhos e que não foram aceites em liberdade condicional. Então como é que ele obteve liberdade condicional?”, questiona.

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Robin Walker, um deputado de Worcester que escreveu várias vezes a ministros da justiça contra a libertação de McGreavy, também não compreende a decisão. “Francamente, não acho que alguém que tenha cometido tais crimes deva ser libertado”, afirmou, citado pelo “The Sun”.

Depois de, em 2016, ter tentado ser libertado mas sem sucesso, David McGreavy conseguiu finalmente sair da cadeia. O homem de 67 anos vai ter que cumprir várias regras para que não volte a ser preso, e terá que manter uma certa distância de Elsie Urry. É a única coisa que deixa a mãe descansada.

“Isso dá-me um pouco de paz de espírito, mas ainda assim não é justo que ele tenha sido libertado depois do que fez”, declarou à BBC.