60 fotos de um militar revelam como ficou Pripyat depois do desastre de Chernobyl

O chefe responsável pela operação "desativar Pripyat" fotografou os trabalhos realizados, desde a limpeza até à construção do Sarcófago.

As imagens foram tiradas entre 1986 e 1987

Foram precisas 36 horas após a explosão no reator quatro da central nuclear de Chernobyl para o governo evacuar a população. Nessa altura foi finalmente definida uma zona de exclusão, com um perímetro de dez quilómetros — um número bastante mais pequeno do esperado, uma vez que a radiação chegou à Suécia, a mais de mil quilómetros da então União Soviética.

Com a promessa de que voltariam a casa em breve, 49 mil pessoas, residentes sobretudo em Pripyat, na Ucrânia, deixaram quase tudo para trás. Cerca de uma semana depois do acidente a zona de exclusão passou para 30 quilómetros, levando à retirada de mais de 135 mil pessoas. Definida em 1986, ano em que ocorreu o desastre, ainda hoje é proibido atravessar este perímetro sem autorização.

Vasily Ivanovich Gorokhov foi o primeiro chefe da zona de Chernobyl. O título oficial do cargo era Diretor-adjunto da Central Nuclear de Chernobyl para a Descontaminação e Conservação da Cidade de Pripyat. Com 250 funcionários civis e unidades militares a seu cargo, Vasily Ivanovich Gorokhov tirou mais de mil fotografias dos trabalhos realizados na altura.

É um verdadeiro arquivo fotográfico que conta como tudo aconteceu. Desde as primeiras manobras de limpeza até à construção do Sarcófago, aquele que cobriu o reator quatro da central de nuclear, as imagens foram tiradas entre 1986 e 1987 e partilhadas no site Pripyat City, dedicado à cidade. O nome do álbum é “Obras de desativação de Pripyat”.

Reunimos as 60 melhores fotografias.

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