A solução para as pessoas baixas conseguirem ver concertos

A única coisa que vê nos espetáculos de música são as costas das pessoas que estão à sua frente? Um designer inglês criou uma solução.

Vai conseguir ver o concerto — mas dançar pode aparecer como um novo problema

A temporada dos festivais já arrancou. Entre os vários flagelos que podem ocorrer no meio das multidões que se reúnem para ver os concertos, um deles é exclusivo dos que não cresceram muito: durante os espetáculos, as pessoas baixas lutam contra as costas daquelas a quem o universo premiou com mais uns centímetros. Nós sabemos que isso é frustrante — até porque os bilhetes não são propriamente baratos.

O problema não é de hoje e claro que já há quem tenha pensado em soluções, daquelas que têm tanto de originais, como de exóticas — e até pouco práticas, podemos considerar.

Dominic Wilcox, um designer inglês, criou os One Foot Taller, uns óculos periscópicos, que deixam ver sobre a cabeça da pessoa que está à sua frente, ao acrescentarem cerca de 30 centímetros a quem os utiliza. Têm dois espelhos: um incorporado na estrutura dos óculos, num ângulo a 45 graus que permite observar o espelho que está instalado mais acima e que deixa ver aquilo que está a acontecer à frente, num nível mais elevado.

“Eu estava em pé num concerto, virei-me e vi uma mulher baixa a dançar, mas incapaz de ver a banda por causa das pessoas altas à sua frente”, disse à “Dezeen” Dominic Wilcox. “Isto deu-me a ideia de criar uma solução que deixasse as pessoas verem através dos obstáculos, como pessoas com mais de um 1,80 metros, como eu.”

Apesar de cumprir o seu propósito, o designer, que estudou no Royal College of Art, em Londres, aponta uma dificuldade na utilização destes óculos: “Dançar com isto pode ser uma desafio.”

Os One Foot Taller não estão disponíveis para venda, mas fizeram parte da exposição, de 2019, “Extraordinary Solutions to Everyday Problems”, no D&AD Festival, em Londres.

Ao “The Sun“, o designer disse: “Criatividade é importante porque o mundo tem muitos problemas e desafios, e nós precisamos de mais pessoas com ideias criativas para solucioná-los.”

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