Grupo de “orgulho heterossexual” usa imagem de Brad Pitt

O ator não gostou de ver a sua imagem associada à campanha que defende os direitos dos heterossexuais "oprimidos".

Brad Pitt não gostou de estar associado ao movimento, mas os Super Happy Fun America não ficaram sem mascote durante muito tempo

Super Happy Fun America. É este o nome do grupo norte-americano que defende os direitos dos heterossexuais. “Acreditamos que a verdadeira diversidade só é possível quando pessoas de todas as orientações sexuais têm liberdade para celebrar o seu estilo de vida”, lê-se no site. A comunidade, que até vai organizar uma parada em Boston em agosto, fala numa “maioria oprimida”.

Brad Pitt foi o nome escolhido como mascote não oficial do movimento. “Parabéns ao senhor Pitt por ser o rosto do mais importante movimento dos direitos civis”, lia-se no site. O ator de 55 anos não gostou de saber que a sua imagem estava associada ao movimento, e exigiu que o seu nome fosse retirado.

Representantes de Brad Pitt confirmaram isso mesmo ao “The Hollywood Reporter” esta quinta-feira, 6 de junho: o grupo foi forçado a remover o nome do ator e a sua fotografia do site.

Mas os Super Happy Fun America não ficaram sem mascote durante muito tempo. Esta sexta-feira, 7, apresentaram Milo Yiannopoulos como o novo rosto do movimento. “Devido a um conflito de agendas, a nossa antiga mascote já não está disponível”, escreveram. “Não se preocupe, encontrámos alguém mais jovem, mais bonito e mais sintonizado com as nossas heroicas virtudes masculinas”.

Milo Yiannopoulos é um jornalista e empresário britânico

Milo Yiannopoulos é um jornalista e empresário britânico, que foi editor do “Breitbart News”, um tabloide conservador com sede nos Estados Unidos. Ao contrário de Brad Pitt, não vai queixar-se de estar associado ao movimento — até porque já confirmou a sua ligação ao mesmo.

“Eu tecnicamente podia ser uma amiga de Dorothy com lantejoulas e um penteado perfeito”, disse em comunicado, conforme cita o “The Guardian“. “Mas passei toda a minha carreira a lutar pelos direitos da identidade mais brutalmente oprimida da América — as pessoas heterossexuais. Portanto, sei uma coisa ou outra sobre discriminação”.

Partilhe
Fale connosco
Se encontrou algum erro ou incorreção no artigo, alerte-nos. Muito obrigado. [email protected]