Donald Trump, quando fala, é para chocar. Em vésperas de chegar ao Reino Unido para a sua primeira visita de estado enquanto presidente dos Estados Unidos, voltou a tecer afirmações polémicas.

Numa entrevista ao jornal “The Sun”, o norte-americano chamou “desagradável” (“nasty” foi a expressão original usada pelo governante) a Meghan Markle, e também considerou que o conservador Boris Johnson seria um “excelente” candidato ao lugar de primeiro ministro do Reino Unido, substituindo Theresa May.

Em 2016, Meghan Markle, natural dos Estados Unidos, ameaçou deixar o país caso Donald Trump ganhasse as eleições presidenciais e chegasse à Casa Branca, apelou ao voto em Hilary Clinton e acusou o norte-americano de ser misógino. “Não sabia que ela era tão desagradável”, disse o governante na mesma entrevista, depois de afirmar não ter conhecimento destas afirmações da duquesa de Sussex.

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Durante a visita de estado com a duração de três dias, que começa na segunda-feira, dia 3 de junho, é esperado que o presidente dos Estados Unidos, acompanhado da mulher Melania Trump e dos seus quatro filhos, se encontre com o príncipe Harry, bem como com os duques de Cambridge — Meghan Markle deverá manter-se afastada destes encontros.

Confrontado com esta informação, Donald Trump garantiu que não sabia se iria ou não encontrar-se com a antiga estrela de “Suits”, mas disse ainda que Meghan Markle “é uma ótima princesa americana”.

Trump já tinha feito comentários sobre a princesa Diana e sobre Kate Middleton

Esta não é a primeira vez que o atual presidente dos Estados Unidos tece comentários sobre a família real britânica, ou que tem atitudes despropositadas para com os seus elementos. Em dezembro de 1992, a seguir ao anúncio do divórcio do príncipe Carlos e da princesa Diana, o então empresário norte-americano começou, alegadamente, a cortejar a mãe de William e Harry, ao ponto de a bombardear com o envio de ramos de flores.

“Ele dá-me arrepios”, terá dito Diana, de acordo com a revista “People”. Segundo a jornalista britânica Selina Scott, a princesa era vista como a verdadeira mulher troféu por Donald Trump: “À medida que as rosas e as orquídeas enchiam o seu apartamento, ela começou a ficar verdadeiramente preocupada. Começou a parecer que Trump a estava a perseguir”.

Donald Trump e a princesa Diana chegaram a conhecer-se, mas nunca tiveram qualquer tipo de relacionamento. Anos mais tarde, já depois da morte da princesa, o norte-americano disse numa entrevista a Howard Stern que acreditava poder ter-se envolvido com ex-mulher do príncipe Carlos. Em 2000, o presidente dos Estados Unidos voltou a afirmar que queria ter tido sexo com a princesa e ainda disse que ela “era maluca, mas isso são detalhes”.

Mais recentemente, Donald Trump mudou o seu discurso. Em 2016, numa entrevista a Piers Morgan, disse sobre Diana: “Respeitava-a, mas nunca tive nenhum interesse desse género [romântico ou sexual]. Mas conhecia-a uma vez, e achei-a uma pessoa encantadora”.

Mas Diana e Meghan Markle não foram as únicas mulheres da família real a serem visadas nos comentários de Donald Trump. Em 2012, no seguimento da divulgação de umas fotografias de paparazzi de Kate Middleton em topless numas férias no sul de França, o presidente dos Estados Unidos defendeu os fotógrafos que capturaram as imagens, condenados posteriormente por danos morais aos duques de Cambridge por um tribunal francês.

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“A Kate Middleton é fantástica, mas não devia apanhar sol seminua. Só se pode culpar a ela própria”, foi o comentário publicado por Donald Trump no Twitter sobre o incidente — e a publicação mantém-se até hoje no perfil da sua conta oficial.