As aplicações de encontros já fazem parte da nossa realidade e, como em tudo, há vantagens e desvantagens em relação à utilização das mesmas.

Se é verdade que estas apps vieram simplificar a maneira como conhecemos pessoas, também fizeram com que a imagem se torne cada vez mais importante. Afinal, grande parte destas aplicações foca-se nas fotografias presentes nos perfis.

Foi a pensar nesta dinâmica que uma equipa da Universidade de Harvard se debruçou sobre a ligação entre a utilização das aplicações de encontros e a imagem corporal, com um estudo publicado a 31 de maio no site “Journal of Eating Disorders”.

As apps de dating que deve usar de acordo com a sua personalidade

A equipa de investigadores analisou os dados de 1.726 pessoas nos Estados Unidos, tentando perceber a frequência com que essas mesmas pessoas utilizaram apps de encontros nos 30 dias anteriores ao estudo, e se tinham tido comportamentos pouco saudáveis de controle de peso, como vomitar, passar por períodos de jejum, utilizar laxantes, suplementos alimentares ou comprimidos para emagrecer.

Os resultados mostraram que 183 mulheres e 209 homens que utilizavam estas aplicações tinham 26 e 14 vezes, respetivamente, mais probabilidades de incorrer em comportamentos alimentares pouco saudáveis, comparativamente com pessoas que nunca usaram estas apps.

Passar períodos em jejum, vomitar e usar laxantes foram considerados os comportamentos mais comuns. Mais: quase metade dos homens e mulheres com perfis nestas aplicações afirmaram que pararam de comer para perder peso, enquanto que 22,4% das mulheres e 36,4% dos homens assumiram que vomitavam. Por último, 24% das mulheres e 41,1% dos homens incluídos no estudo afirmaram usar laxantes.

Estudo. Quem usa apps de dating não tem mais sexo casual do que quem não usa

“Embora não nos seja possível saber se as pessoas incluídas na investigação já tinham esses hábitos alimentares prejudiciais antes de usarem as aplicações, preocupa-nos que o seu uso, que potencia o culto da imagem, possa exponenciar esses comportamentos pouco saudáveis”, afirmou Alvin Tran, o autor principal do estudo, citado pelo site “Insider”.