Depois do sucesso de “Bohemian Rhapsody” sobre Freddie Mercury e os seus Queen, o próximo biopic vai acompanhar a vida e obra de Elton John. Chama-se “Rocketman” e tem como inspiração uma das canções mais conhecidas do compositor britânico.

O novo filme, que deve chegar às salas de cinema portuguesas a 30 de maio, vai acompanhar a evolução do artista desde meados de 1967. Além de acompanhar a transformação de Reginald Dwight em Elton John, vai ainda mostrar como se deu o fenómeno que lhe permitiu esgotar salas de espetáculos ao longo dos anos.

No entanto, numa crónica publicada no jornal “The Guardian”, o compositor revela que vários estúdios de cinema quiseram que o conteúdo do filme fosse editado por conter várias cenas de sexo e de consumo de drogas. O objetivo? Obter uma classificação PG-13 que permitisse à produção ser direcionada para um público mais jovem.

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Ao longo do texto, Elton John defende que nunca quis que o filme estivesse repleto de sexo e drogas. Mas acrescenta que nunca viveu uma vida PG-13.

“Nunca levei uma vida PG-13. Não queria que o filme estivesse cheio de drogas e sexo mas, ao mesmo tempo, todos sabem que tive uma boa dose dos dois entre as décadas de 70 e 80. Não faria sentido fazermos um filme onde, depois dos concertos, eu fosse para o meu quarto de hotel apenas com um copo de leite quente e uma Bíblia”, escreveu.

Mas até as sequências de sonhos estiveram quase a ser cortadas após as gravações, segundo escreve Elton John.

“Muitos estúdios queriam que deixássemos de parte o elemento fantasioso, mas fazer isso era fugir à realidade. Durante muito tempo vivi dentro da minha cabeça, ao ponto de achar que todo aquele sucesso não me parecia real”, conclui.

“Rocketman”, realizado por Dexter Fletcher (“Kick-Ass: O Novo Super-Herói”), conta com Taron Egerton (“Kingsman: Serviços Secretos”) no papel de Elton John.