Chamava-se L’Auréale e tinha apenas um funcionário. Como há 110 anos nasceu o grupo L’Oréal

Em 1904, o químico Eugène Schueller percebeu que as mulheres tinham um problema com a cor do cabelo. Procurou uma solução. Nasceu a L'Oréal.

A L'oreal celebra 110 anos, este ano

São vários os momentos ao longo dos séculos que marcam a história. Muitos deles, por mais insignificantes que possam parecer, tiveram um grande impacto e mudaram o curso dos anos que se seguiram. Um desses momentos aconteceu em 1904, quando Eugène Schueller, licenciado em química pela Ecole Nationale Supérieure de Chimie de Paris, foi até à Sorbonne para apresentar um problema comum entre as mulheres a um professor de Química, Victor Auger.

Eugène foi um dos primeiros homens em todo o mundo a defender que os gostos de muitas mulheres da época estavam a mudar e que muitas tinham vontade de transformar o seu visual, mudando a cor do seu cabelo. Contudo, muitos dos processos que existiam na altura acabavam por estragar o cabelo.

Três anos mais tarde, Schueller viria a criar uma fórmula capaz de tingir delicadamente o cabelo, sem o agredir ou danificar. Assim nasceu a primeira coloração capilar daquela que viria a ser uma das maiores marcas de cosmética em todo o mundo, a L’Oréal Professionnel, marca fundadora do grupo em 1909. Nesta altura, o químico francês criava as suas fórmulas à noite, num laboratório que criou na sua própria casa, para as entregar no dia seguinte nos salões que as encomendavam.

Hoje, Eugène Schueller é considerado um visionário, tendo tido a capacidade de criar um produto que fosse capaz de transformar o cabelo das mulheres e as fizesse ter o mesmo estilo que as estrelas de Hollywood como Mary Pickford ou Zelda Fitzgerald. Tudo isto, numa altura em que a moda como a conhecemos começava a dar os seus primeiros passos e nomes como Lanvin ou Chanel se tornavam cada vez mais relevantes na sociedade.

Para isso, Schueller apostou também na formação dos hairstylists e, em 1910, fundou a primeira escola de coloração onde todos os cabeleireiros parisienses poderiam aprender mais sobre a arte da coloração e desenvolver novas técnicas. E se há 110 anos apenas 50 hairstylists usavam os produtos e técnicas desenvolvidos por Eugène, hoje são mais de 1,5 milhões os que escolhem utilizar a marca francesa.

À medida que os anos foram passando, as técnicas de coloração ensinadas pelos formadores da marca francesa foram-se tornando cada vez mais procuradas pelas mulheres, levando a marca a crescer gradualmente.

Frédéric Blanchon, diretor da L’Oréal Professionnel na Divisão de Produtos Profissionais, explica que este século de história nunca teria sido possível sem a mente criativa de Eugène Schueller, que sempre colocou a inovação ao serviço da beleza.

“Era um químico com um apurado sentido do negócio e das oportunidades, com uma mentalidade capaz de criar este grupo mundial que hoje conhecemos e que atravessou todo o século XX para olhar agora em frente e imaginar os próximos 100 anos”, explica Blanchon. “É apaixonante e cativa-me o desafio de continuar a elevar e desenvolver esta profissão dos cabeleireiros.”

Frédéric, que colabora com o grupo desde 2009, já passou por diversas funções dentro da Divisão de Produtos Profissionais da L’Oréal, tendo também tido a oportunidade de trabalhar alguns anos na sede em Paris. Hoje, destaca dois momentos fundamentais na história mais recente do grupo.

“No ano 2009, no centenário da L’Oréal Professionnel, aconteceu o lançamento de INOA, uma coloração profissional sem amoníaco e potenciada pelo óleo, para um brilho sublime do cabelo e um conforto óptimo do couro cabeludo”, recorda. “É uma daquelas inovações que acontecem de dez em dez anos e que transformou a coloração permanente. Por outro lado, a criação do programa ‘Sharing Beauty With All’, em 2013, marca um compromisso do grupo com a sustentabilidade e, para isso, foram fixados objetivos ambiciosos para reduzir o impacto no ambiente e promover um crescimento sustentável.”

Dentro deste compromisso para a sustentabilidade, a criação da gama de produtos Source Essentielle, com fórmulas veganas, entre 80% e 100% de ingredientes de origem natural e embalagens recarregáveis, marca o primeiro passo do caminho que a L’Oréal Professionnel quer percorrer para se tornar uma marca mais amiga do ambiente.

E para onde caminha uma marca que conta com um legado de mais de um século? Frédéric Blanchon diz que “em Portugal, mais de um terço dos cerca de 11.000 salões existentes confiam na L’Oréal Professionnel para desenvolver a sua atividade” e garante que o desafio é a inovação. “Chegamos a milhões de mulheres que procuram cuidar de si simplesmente mudando de penteado ou de cor de cabelo com o conselho de um profissional. Para continuarmos neste caminho de sucesso, temos pela frente o desafio de potenciar o digital e reinventar a experiência em salão, tornando-a mais emocional e aperfeiçoando a técnica do cabeleireiro. Queremos que as mulheres e homens Portugueses não sintam nenhuma limitação naquilo que é a expressão da sua individualidade e beleza, em tudo o que é relativo ao seu cabelo.”

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