Estudo. Mulheres são mais felizes sem marido e sem filhos

Segundo um professor de ciência comportamental, eles devem casar. Elas não se devem preocupar com isso.

Este estudo foi publicado no livro "Happy Ever After"

Mulheres que não são casadas e não têm filhos são o subgrupo mais feliz da população, diz um estudo apresentado neste sábado, 25 de maio, pelo professor de ciência comportamental, Paul Dolan. Para além desta conclusão, é mais provável que estas mulheres vivam mais do que aquelas que casem e que optem por ter filhos.

O professor da London School of Economics afirma que os marcadores tradicionais para medir o sucesso não se relacionavam com a felicidade – particularmente o casamento e os filhos. “As pessoas casadas são mais felizes do que outros subgrupos da população, mas apenas quando os seus parceiros se encontram na mesma sala. Quando lhes é pedido para saírem, dizem que se sentem miseráveis”, disse o Dolan.

O professor deixa ainda conselhos à população: “Se és homem, provavelmente deves casar-te. Se és mulher, não te preocupes com isso”, disse segundo cita o “The Guardian”. Isto porque os homens ficam mais calmos com o casamento.

“Eles têm menos riscos, ganham mais dinheiro no trabalho e vivem mais. Elas, por outro lado, morrem mais cedo do que aquelas que nunca se chegam a casar. O subgrupo mais saudável e feliz é o das mulheres que não se casam e não têm filhos”, acrescentou o professor.

Apesar dos benefícios, o professor inglês acredita que o estigma que ainda existe de que as mulheres apenas são felizes casadas e com filhos, poderá levar as outras mulheres a sentir-se infelizes. “Vemos uma mulher de 40 anos que nunca teve filhos. ‘Meu Deus, é uma vergonha, não é? Talvez um dia venha a conhecer o homem certo e talvez o estado dela mude’. Não. Talvez um dia ela encontre o homem errado. Talvez ela encontre um homem que a torne menos feliz e morra mais cedo”, conclui.

Este estudo foi apresentado no festival Hay e faz parte do livro “Happy Ever After” que cita evidências de questionários norte-americanos sobre o uso do tempo e que compara os níveis de prazer e de miséria nos indivíduos casados, solteiros, divorciados, separados e viúvos.

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