Há um novo restaurante em Lisboa que só serve cuscuz

Há cuscuz para comer no restaurante e para levar em take away, com opções vegetarianas ou pratos feitos com carne dos Açores.

O cuscuz servido no restaurante pode ter mais de três variedades de carne num só prato

Aqui se conta mais uma história de amor por Lisboa. Arthur Desbre veio a Portugal há dez anos pela primeira vez e já nessa altura, ainda que com apenas 17 anos, decidiu que era por cá que queria fazer vida.

Regressou há três anos, depois de alguma experiência por cozinhas em França, para abrir, na Rua de S. Bento, o seu primeiro restaurante. No Transept servia comida francesa e cocktails originais e, até ali, estava satisfeito com a sua nova vida.

La Couscousserie

Morada: Rua Viriato, 16A, Lisboa
Horário: 12h-23h

Tudo mudou quando, para festejar o seu aniversário, a chef que o ajudava no restaurante fez um cuscuz gigante para dar de comer a todos os convidados. Arthur adorou o prato, pediu-lhe a receita e inovou ao criar pratos diferentes, todos tendo como base esta sémola tipicamente servida na zona de Magrebe.

O Transept ficou para trás e Arthur abre a 15 de maio o La Couscusserie, o primeiro restaurante de cuscuz do País. Melhor, junta no mesmo espaço cuscuz e champanhe, sem que para isso encontre uma explicação lógica. “Adoro cuscuz e adoro champanhe. Se a mistura funciona para mim, há de funcionar para mais alguém”.

O menu é curto e feito, para já, apenas de cuscuz. No futuro, prevê oferecer também falafel e tabulé, continuando assim a viagem, desta vez para o Médio Oriente. Mas, para já, é de cuscuz que falamos e aqui há opção vegetariana, feita com legumes, e a versão com carne, muita carne. 

Toda ela chega dos Açores e pode ser servida em apenas uma variedade (9,50€), duas variedades (11€) ou três variedades (12,50€). No auge da loucura, peça o cuscuz Royal, 700 gramas de sémola servida com todas as carnes que Arthur tenha disponíveis nesse dia. Vaca, borrego, frango e merguez —um salsicha muito utilizada no Magreb — serão as mais comuns.

Para casar os sabores típicos de Marrocos com as bebidas que também se bebem por lá, Arthur fez questão de juntar à lista de bebidas a limonada (2,50€) e o chá de hortelã (3€). Mas também há vinho e, claro, champanhe, neste caso da marca Gosset, que Arthur considera uma das melhores do mundo.

Além de 20 lugares sentados no restaurante, o chef quer apostar no take away e também no conceito de bar. Todas as quintas-feiras é dia de festa depois do trabalho, com preços especiais para as bebidas pedidas ao fim da tarde.

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