Os leitores perguntam, a psicóloga Sara Ferreira responde. É assim todas as semanas. Saúde, amor, sexo, carreira, filhos — seja qual for o tema, a nossa especialista sabe como ajudar. Para enviar as suas perguntas, procure-nos nos Stories do Instagram da MAGG.

Olá, leitora!

Antes de mais, deixe-me dizer-lhe que a sua pergunta tem tanto de pertinente como de sensível, ou não fosse porventura “aquela” questão cuja resposta muito boa gente com certeza já desejou (pelo menos, alguma vez na vida) saber.

Então, sem mais delongas, tratemos hoje das “memórias emocionais” que nada mais são do que a lembrança de algo baseado (principalmente) numa emoção sentida no passado, tal como refere. Isso inclui tanto as memórias boas quanto as menos boas. Essa lembrança é a que deixa as marcas mais fortes no cérebro. E tal deve-se ao facto de que geralmente as memórias emocionais são armazenadas tanto nos sistemas de memória explícita (consciente) quanto nos sistemas de memória implícita (inconsciente).

Por outro lado, quando me pergunta “Como deixar ir as ligações emocionais do passado?” nunca se interrogou a leitora sobre algo tão sério ou não fossem as memórias emocionais que mantemos aprisionadas dentro de nós (sem “deixar ir”) as principais barreiras que bloqueiam a realização dos nossos sonhos: situações que nos aconteceram no passado, mas que ainda nos assombram.

Seja uma crise financeira, um relacionamento conturbado, um problema na família, toda a gente é — ou já foi — marcada por alguma memória negativa. Mas a maioria das pessoas ainda não sabe o perigo que elas oferecem.

Perigo? Exato. Senão, veja bem. Esses registos negativos dão origem a várias crenças limitantes que carregamos. Essas crenças, por sua vez, travam totalmente o nosso caminho e até os nossos objetivos, além de nos fazerem (re)viver mais do mesmo.

Por exemplo, se passou por uma crise financeira no passado, mesmo depois de se reestabelecer fica presa ao sentimento de escassez e de falta, o que faz com que gere uma realidade mental de mais escassez e volte a entrar noutro aperto financeiro. Outro exemplo. Se terminou uma ligação afetiva no passado com um sentimento de ter sido abandonada ou traída, mesmo que daí a um tempo reencontre uma pessoa com a qual inicie um novo relacionamento amoroso, tem muita probabilidade de continuar “ligada emocionalmente” aos sentimentos de medo e rejeição o que faz com que a sua atual relação padeça com alguma tensão ou dor associada a essa potencial “ameaça” e acabe por propiciar desconforto entre o casal.

Por mais que tente pensar e sentir coisas diferentes, “aquela” memória difícil é como que estivesse sempre lá para a manter aquém de um patamar de maior equilíbrio e realização.

Estou a repetir padrões de comportamento dos meus pais. Como mudar?

E então, dirão os queridos leitores à “vossa” psicóloga Sara, afinal de contas, como é que conseguimos apagar de uma ver por todas essas memórias emocionais negativas (as positivas, suponho que, pelo contrário, até as gostasse de eternizar)?

NÃO DÁ!

Infelizmente, o nosso cérebro não possui um botão de “delete” e nós somos obrigados a lidar com as memórias que adquirimos ao longo da vida…

Mas calma, antes que se desespere, eu preciso dizer-lhe que há uma solução!!

Para sair desse ciclo vicioso, precisa fazer uma espécie de reprogramação mental e ressignificar os seus registos negativos. Uhm?

Eu sei que parece difícil, mas não é! Difícil mesmo é viver com essas lembranças que volta e meia aparecem para a atormentar.

Neste vídeo, vai aprender a ressignificar as suas memórias negativas e descobrir como fazer um verdadeiro “reset” mental num passo-a-passo (de 5 etapas) acompanhado por mim (onde inclusive dou um relato pessoal). Clique agora para ver e depois regresse aqui (espero por si, aqui em baixo!), combinado?

Como a leitora viu, neste vídeo revelei-lhe um motivo importante pelo qual a nossa mente nos tortura com memórias que preferíamos esquecer de vez, mas mais do que isso. Propus-lhe alguns exercícios práticos que a poderão ajudar a reverter essa sensação de sofrimento com as memórias dolorosas do passado e ainda a redireccioná-las para a construção de algo mais positivo e com mais sentido para si e para os outros. Ou no fundo, ensinar-lhe a conseguir transformar as suas dores em dons.

Alexitimia. O que é isso de viver sem conseguir reconhecer ou expressar emoções?

Veja ou reveja este vídeo que, na verdade, fiz para si e para todas as pessoas que tal como a leitora se questionam sobre o motivo de “temos tanta tendência a reativar memórias emocionais do passado” e que querem saber “como deixar ir as ligações emocionais do passado”. Noutras palavras, para toda a humanidade que desejaria descobrir como sofrer menos com memórias difíceis do passado e superar os sentimentos de raiva, vergonha ou culpa, de uma vez por todas.

Por hoje é tudo, meus caros. “Falamo-nos” para a semana, livres dos fantasmas do passado, e, quiçá, um passo mais próximo dos vossos objetivos!

Um abraço.